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Paulo Fatela

Blog sobre artes, ofícios, paixões e diversas questões

Paulo Fatela

Blog sobre artes, ofícios, paixões e diversas questões

ARTE PÚBLICA

ESTAU

 

Desloquei-me a Estarreja e,  fui confrontado com várias peças de arte urbana que me fizeram expressar um UAU!!!

Depois de ter estranhado os grandes murais numa cidade aparentemente fora da rota e do conceito mais purista de street art, constatei que desde 2016 a cidade desenvolve um projeto de Arte Urbana, ESTAU. Trata-se de um projeto transversal às mais diversas artes (pintura, fotografia, circo, musica, etc).

“Egas Moniz era um apaixonado pela arte. À porta da casa que habitou em Estarreja, ainda hoje podemos ler: “as grandes escolas das Artes plásticas são os Museus. Quisera um em cada cidade, em cada vila e em cada aldeia para que o povo se elevasse na comunhão espiritual do Belo”.”

In: https://www.cm-estarreja.pt/estau

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Créditos fotográficos: Paulo Fatela

 

Add Fuel é o artista visual e ilustrador português Diogo Machado (n. 1980). Ex-designer gráfico, sua recente prática artística tem-se concentrado em reinterpretar e brincar com a linguagem do tradicional azulejo português. Combinando elementos tradicionais e contemporâneos, os seus desenhos originais baseados em vetores e as intervenções em espaço público recorrendo ao stencil, revelam uma complexidade impressionante e uma atenção magistral aos detalhes.
Baseado numa combinação de tesselações que criam equilíbrio a partir de repetições simétricas e técnicas de ilusão visual como o trompe-l'oeil, as suas composições com múltiplas camadas, criam um ritmo poético que brinca com a perceção do espetador e as possibilidades de interpretação. Ele tem apresentado o seu trabalho em exposições individuais e coletivas desde 2006, além de participar de alguns dos principais eventos de arte urbana do mundo.

ARTE PÚBLICA / Coruche

Sou fã do Ivo de nome artístico SMILE!!!

Conheci pessoalmente o Smile no Juncal do Campo, no âmbito do projeto Aldeias Artísticas, em 2015. Fiz-lhe uma abordagem no sentido de o cativar a participar na Bienal de Artes Plásticas de Coruche / Percursos com Arte - 2015. Não obstante se ter  mostrado muito recetivo, a sua participação não se veio a verificar. Contudo três anos depois temos em Coruche, em fase de produção, uma peça do Smile.

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Work in progress

Juncal do Campo / 2015

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Work in progress

Coruche / 2018

Créditos fotográficos : CMC

 

 A obra do Smile, tem uma identidade própria, as peças são de uma representação figurativa sublime, no entanto o artista não reúne consenso (o que prova que é artista), considerando que há entendimentos de que este está demasiado vinculado ao realismo, não se verificando relevante criatividade no seu desempenho.

Eu sou fã!!! Já vi ao vivo várias peças, nomeadamente no muro azul (hospital Júlio de Matos) da rua das Murtas em Lisboa (projeto da Galeria de Arte Urbana de CM Lisboa), onde podemos ver obras de muitos artistas e, várias fases do Smile.

Hoje a essência da arte urbana esbateu-se completamente, o produzir clandestino, a rejeição ao dinheiro, entre outras circunstância deram lugar a uma proliferação de murais que surgem em bastantes cidades, mas, também, em muitas aldeias e vilas. Assim sendo, será que faz sentido continuar denominar estas intervenções como arte urbana? O capitalismos corrompe e torna vulnerável quaisquer princípios!

Apesar de entender que a génese da arte urbana está completamente overboard, é com muita satisfação que vejo em Coruche, um conjunto de três murais, com assinatura de artistas conceituados no meio. Gosto bastante da peça assinada pelos ARM Collective - RAM (aka Miguel Caeiro) e MAR (Gonçalo Ribeiro)  designada por VIGILANTES , e agora a  peça do Smile, a qual aguardo com alguma ansiedade a sua finalização.

 

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Work in progress

Coruche / 2015

Créditos fotográficos : CMC 

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VIGILANTES de ARM Collective / 2015

 

 

Esquiço biográfico de Smile:

 

“Nascido em Lisboa em 1985. Reside actualmente na freguesia da Pontinha em Odivelas. 
SMILE, influenciado pela mãe, desde muito novo se interessou pelo desenho. Mas foi através de dois primos que o interesse se transformou em paixão. 
Foi no início da década de 90, através do filme Beat Street, que o bichinho do Hip Hop o invadiu. Dois pares de anos mais tarde, levado pelo som de Vanilla Ice, Kriss Kross e Mc Hammer, descobriu que o Hip Hop lhe estava nas veias.
Experimentou o break e a música, quando tinha 13 anos, chegando a escrever algumas letras e a gravá-las para cassete com um amigo de escola. Foi aí que sentiu que não era o lugar certo na Cultura.
Sem nunca parar de desenhar, é em meados de 1999 que decide dedicar-se ao Graffiti. “Fechado” 2 anos a criar, pinta pela 1ª vez “SMILE” com latas de uma loja de ferragens. Não obtendo o resultado desejado, continua a desenhar cada vez mais.
Em 2002 ganha o seu 1º Concurso de Graffiti em Odivelas. A partir daí surgiram inúmeras propostas de trabalho no qual grande parte para a Junta de Freguesia da Ramada. Ficou em 1º lugar no mítico Concurso de Graffiti em Oeiras em 2004 e em 2º lugar em 2006. Conta com trabalhos para várias marcas como, por exemplo, Nissan, Mc Donald's, Billabong, SIC, TVI, RTP, LRG, DVS, MagicMushroom, Cannabis Energy drink, CIN, AMI, Adidas, Uni-Posca etc entre outras. Um dos seus trabalhos mais conceituados é para a MONTANA COLORS em 2005, marca de latas de Graffiti, e a pintura da fachada de um prédio em Olhão com o apoio da UNI-POSCA em 2010. Viagens a Inglaterra, França e Alemanha fizeram com que o seu portefolio ganha-se uma maior notariedade. Conta ainda com alguns encontros e workshops de Graffiti e com mais umas quantas exposições. 
Neste momento faz parte da writer team da LRG, marca de roupa Americana.
Actualmente tem a decorrer o projecto da sua Galeria&Atelier, Primeira Arte Atelier&Gallery. É assim intitulado este espaço, que reune as 4 vertentes da cultura contando com inúmeras exposições de Graffiti e numa parte social os workshops criados para crianças.
As áreas de Design Gráfico e Fotografia são uma paixão que servem de inspiração para as suas pinturas, utilizando-as como veículo de comunicação para dizer a todos que o Graffiti é uma forma de Arte, uma maneira de Estar e de Ser, mas tentando nunca fugir às suas origens… a Rua!!!”

Fonte: https://www.facebook.com/Smile1art/