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Paulo Fatela

Blog sobre artes, ofícios, paixões e diversas questões

Paulo Fatela

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Bonecos de Estremoz

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“A decisão sobre a candidatura dos chamados "Bonecos de Estremoz", em barro, segundo a autarquia, vai ser tomada durante a 12.ª Reunião do Comité Intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que vai decorrer na Coreia do Sul, de 04 e 09 de dezembro.

Trata-se de um candidatura que foi entregue em 22 de março de 2016 e aceite pela UNESCO em 21 de novembro do mesmo ano, estando o processo em fase de avaliação até à data da decisão final, em dezembro, sobre a classificação como Património da Humanidade, explicou o município, em comunicado.

Para a autarquia, a "Produção de Figurado em Barro de Estremoz", vulgarmente conhecida como "Bonecos de Estremoz", é "uma arte única, património cultural de Estremoz e de Portugal".

O boneco modelado ao modo de Estremoz, no distrito de Évora, é uma produção artística de caráter popular, com mais de 300 anos de história, que era maioritariamente executada por mulheres nos primeiros séculos de existência da arte e que tem sido um elemento de divulgação da cidade no país e no estrangeiro.

A arte, que "faz parte da identidade cultural" do concelho, consiste na modelação de uma figura em barro cozido, policromado e efetuada manualmente, segundo uma técnica com origem pelo menos no século XVII.

Segundo o município, "estão inventariadas mais de cem figuras diferentes e todos os dias se inventam novas temáticas, sempre relacionadas com o quotidiano das gentes alentejanas, na sua vivência rural e urbana".

"As mãos habilidosas que trabalham o barro dão vida às emblemáticas figuras com as suas cores garridas e formas únicas", explica o município, dando como exemplo os presépios de altar, o "Amor é Cego", a "Primavera", os "Fidalgos e Fidalguinhos" ou, mais recentemente, a figura "Rainha Santa Isabel".

Em Estremoz, trabalham atualmente nesta arte emblemática Afonso e Matilde Ginja, Célia Freitas, Duarte Catela, Fátima Estróia, Irmãs Flores, Isabel Pires, Jorge da Conceição, Miguel Gomes e Ricardo Fonseca.”