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Paulo Fatela

Blog sobre artes, ofícios, paixões e diversas questões

Paulo Fatela

Blog sobre artes, ofícios, paixões e diversas questões

ARTE PÚBLICA

Há relativamente pouco tempo fui a um almoço de grupo em  Alcântara - Lisboa, em frente à capela de Santo Amaro  deparei com uma peça de arte urbana que me atraiu particularmente. Provávelmente esta obra deverá ser ainda da genese da street art, do ilegal do não remunerado...

O grafitter assina como M. Anjos, pesquisei no google e não encontrei informação.

Gosto imenso do mural! A plasticidade o cromotático e a escala e inclusivé o site specific, muito bom :).

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 Foto Paulo Fatela

Alcáçovas e Viana do Alentejo

Há cerca de dezasseis anos que não visitava Alcáçovas, a minha primeira vez nesta localidade foi no âmbito de uma atividade da Associação de Defesa do Património de Coruche. Tenho registo de um delicioso almoço de borrego assado no forno e peras bebedas no restaurante "O Chocalho" e claro de uma visita a um artesão de chocalhos. Ontem, a convite de amigos visitei de novo Alcáçovas, desta vez com o propósito de visitar o "Paço dos Henriques" e claro de degustar gastronomia alentejana, no caso entrecosto assado com migas (brutal!).

 

O "Paço dos Henriques", propriedade do Estado Português e classificado Imóvel de interesse Público em 1993, pertenceu aos últimos donatários da vila de Alcáçovas. Segundo a tradição e a crença local este espaço terá correspondicdo a um antigo Paço Real, mandado edificar por D: Dinis, no qual terá sido celebrado o Tratado de Alcáçovas-Toledo, em 1479.

O complexo arquitéctonico é composto por dois espaço diferenciados. A poente a casa de habitação e a nascente a capela e o jardim das conchinhas.

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059.jpgJardim das conchinhas

065.jpgA Capela de Nossa Senhora da Conceição (primitivamente de São Jerónimo). O revestimento das paredes é com conchas e cerâmica da companhia das Indias

 

 

Viana do Alentejo

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052.jpgCruzeiro Manuelino integrado no castelo de Viana do Alentejo

057.jpg Santuário Senhora de Aires - Viana do Alentejo, local de romaria

 

 

TEATRO

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Com texto de Filipe Homem Fonseca e Rui Cardoso Martins " Filho da treta"  cruza referências atuais, das “tascas ‘gourmet'” aos hábitos de leitura do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. “Filho da treta” tem raízes na peça “Conversa da treta”, de José Fanha, celebrizada pela dupla José Pedro Gomes e António Feio, durante dez anos, primeiro no teatro, em 1997, depois na rádio, na televisão e, por fim, no cinema, no “Filme da treta”, de 2007.

Nada se perde, tudo se transforma – o código genético da ‘Treta’ renasce, em 2016, com a peça de teatro ‘Filho da Treta'”,  lê-se na apresentação do espetáculo do Casino Lisboa: 
 
Antigamente, a vida era uma selva. Agora, a vida é uma ‘selfie’. Toda a treta se dispersou e cresceu nas redes sociais, e os especialistas têm tido alguma dificuldade em encontrar a genuína conversa da treta. Mas quem é vivo sempre falece, e também sempre aparece”, acrescenta o comunicado do Casino.
 

A apresentação da comédia recupera as referências de “Conversa da treta” e das suas personagens: “Zezé (José Pedro Gomes) prossegue a sua luta contra o bom senso, a solidariedade, o trabalho e outros conceitos ‘primeiro mundistas’, desta vez, na companhia de Júnior (António Machado), o filho de Toni [antiga personagem de António Feio], que Zezé nunca quis ter”.

Zezé, por seu lado, “continua a polir a ponta do sapatinho de verniz com ‘cuspe'”. “Mas é um ‘cuspe’ mais sábio, próprio de quem esteve um mês e meio a dormir e foi dado como morto, com muito orgulho”, acrescenta a apresentação, aludindo ao período em que José Pedro Gomes esteve em estado de coma, no início deste ano, com uma pneumonia atípica.

“Filho da treta” conta com música de Nuno Rafael, tem encenação de Sónia Aragão, desenho de luz de Luís Duarte, figurinos de Fernanda Ramos e produção de Força de Produção.

Gostei muito! 

NOVO PROJETO / Jogo do Zé e da Maria

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 Será pintura, acrílico s/ madeira... 

 

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  É um jogo de cubos... Inspiração chita de Coruche e outros padrões tradicionais...

 

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  Work in progress...

 

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Descrição do jogo do Zé e da Maria:

São cubos em madeira de pinho pintados a acrílico. Podem resultar várias composições com este conjunto de dez peças (nove cubos e uma caixa). Inspiração nos vários padrões de tecidos tradicionais, nomeadamente chita de Coruche, riscado, pano crú e xadrez. As figuras são simbolos etnográficos de Coruche / Ribatejo, ou seja, o campino e a camponesa. Considerando que o Natal é quando um homem quiser, temos um terceira figura, um menino ao colo da Maria. As imagens são ingénuas / infantis e/ou naifes, por opção. 

 

 

 

 

 

 

NÚCLEO REGIONAL DO MEGALITISMO - MORA

Inaugurou há poucos dias o Núcleo Regional do Megalitismo em Mora. Foi um projeto que teve inicio em 2013, resultou da adaptação da antiga estação do caminho de ferro.

 

Fiquei surpreendido e muito agradado relativamente à intervenção, sem ter sido desvirtuado o edifício foi-lhe conferido uma contemporaneidade  muito interessante em que a dicotomia entre o passado e o presente conjugam, em meu entender, na perfeição.

 

A exposição permanente dá a conhecer o legado arqueológico da região, contudo o que mais retive foi o aspeto formal expositivo, as estruturas são de uma simplicidade, funcionalidade e mensagem, execelentes.

 

A visitar!

 

Custo da entrada – 5 euros

 

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ARTE PÚBLICA - Se de repente um Posto de Transformação estiver coberto de bonecos, isso é arte para a comunidade

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"Um homem em cima de um escadote, com uma lâmpada na mão e a olhar as estrelas. Esta ilustração de Mariana dos Santos, aliás, Mariana, a Miserável, foi o ponto de partida para a intervenção de três outros artistas – Xana, Padure e Jorge Pereira – no Posto de Transformação da EDP, na estrada entre a Figueira e a Mexilhoeira Grande, no interior rural do concelho de Portimão.

Os quatro artistas abordaram esse objeto improvável como se de um cadavre exquis (cadáver esquisito) se tratasse: aquela espécie de jogo inventada pelos surrealistas em que um artista começa, o outro continua e por aí adiante, até que o resultado final seja algo que nenhum dos intervenientes alguma vez poderia ter imaginado por si só.

E agora, nas quatro paredes do PT há muito para ver. Esta é apenas uma das duas intervenções de Mariana, a Miserável, no âmbito do WATT?, um projeto artístico para a comunidade, integrado no projeto nacional Arte Pública da Fundação EDP, que o LAC – Laboratório de Actividades Criativas, de Lagos, coordena no Algarve.

A sua outra obra, também a revelar o seu percurso como ilustradora, está na parede principal do pequeno Mercado da Figueira.

 

«Tinha poucas referências do Algarve e nunca tinha estado na Figueira, por isso pensei em desenhar uma senhora carregada de laranjas, com a óbvia referência às laranjas do Algarve», explicou a artista ao Sul Informação. E Mariana, a Miserável, ficou contente com a reação das pessoas, que se têm identificado com a ilustração.

A mesma artista interveio também em Barão de São João, outra localidade rural, mas do vizinho concelho de Lagos. «Em Barão, utilizei um desenho que já tinha feito, mas achei que fazia sentido, tendo em conta a descrição que a [Maria] João tinha feito, de uma aldeia com muitos estrangeiros radicados, gente a chegar e a partir».

Em Barão, a sua intervenção fala das «migrações dos pássaros, de pessoas a viajar em cima dos pássaros».

Quando o nosso jornal falou com Mariana, a Miserável, a artista ainda não sabia qual seria a intervenção dos restantes três no Posto de Transformação à beira da estrada da Figueira. «Estou muito curiosa», revelou.

 

Xana (Alexandre Barata) explica o que foi feito: «cada um faz uma intervenção e eu faço um elemento que aglutine as outras três intervenções, uma espécie de friso que tenta conciliar as ideias, quase como se tivesse o papel de maestro das ideias». Tudo isso, acrescenta, com «alguma ironia, até em relação ao patrocinador EDP». O resultado é o que se pode ver nas fotografias desta reportagem, em que os grandes pontos amarelos são o contributo de Xana para este cadáver esquisito.

Este projeto, por ser mais do que simples arte de rua, ser também arte da e para a comunidade, partiu de assembleias com a população de cada localidade – São Bartolomeu de Messines, Barão de São João, Mexilhoeira Grande e Figueira, Vila do Bispo, Alte e Alportel – para definir os projetos concretos dos artistas. No entanto, esclarece Xana, «os artistas têm total liberdade, não estamos ali a fazer discos pedidos». Mas, dessa interação entre as ideias dos artistas e as das pessoas que vivem em cada uma das localidades, surgiram as obras.

Ali bem perto da Figueira, na parede antes nua do desinteressante edifício da Junta de Freguesia da Mexilhoeira Grande, Xana fez outra intervenção.

«Foi-me dado a escolher entre um mostruário de locais possíveis, mas escolhi este porque me pareceu que era um monumento mais limpo», explica o artista, em entrevista ao Sul Informação, depois de descer do andaime montado junto à parede, para lhe permitir chegar aos locais mais altos.

Em São Bartolomeu de Messines, no centro da vila, Xana escolheu utilizar «elementos gráficos, espécie de ondas, relacionados com a Cartilha Maternal de João de Deus». E fez um «jogo com palavras que me andam a obcecar – Liberdade, Amor, Sabedoria».

«Faço a desconstrução das palavras, como se as paredes do Posto de Transformação fossem páginas da Cartilha Maternal», acrescentou.

Apesar de grande parte das intervenções artísticas estar já acabada, depois de até terem sofrido um insólito episódio de censura por parte da Câmara de Vila do Bispo, o trabalho vai continuar até Setembro próximo.

Maria João Alcobia, do LAC, explica que, «na mesma terra pode haver várias linguagens, as pessoas podem entender uma coisa mais fácil ou uma menos imediata. Apesar de termos dado opção aos artistas, todos eles se encaixam muito bem e mostraram essa diversidade de trabalhos».

Agora, quando já falta pouco para terminar este projeto, que deixará arte pública nas paredes de sete localidades mais periféricas do Algarve, durante pelo menos dois anos, resta ao público percorrer este mapa artístico para conhecer todas as intervenções.

E até haverá uma ajuda para estes percursos de descoberta: Maria João Alcobia revela que, em Setembro e Outubro, o projeto vai fazer visitas guiadas, com os artistas se possível, «até para as pessoas da terra, a contar histórias e a guiar». É que, «estas pinturas já não são dos artistas, mas da população». E acrescenta que era isso mesmo que o projeto pretendia."

 

In: Sul Informação / Fotos Elizabete Rodrigues

 

RECICLAGEM

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Reciclagem, inicialmente paletes, posteriormente deram lugar a suportes expositivos (cabides na exposição de bordados a ponto de cruz, no âmbito do desafio do blog Coruche à mão), agora transformados em bancos de jardim e no inverno terão a função de caixas...

Arte Urbana

Aka Bordalo II é um artista, natural de Lisboa, que cria grandes instalações a partir de lixo recolhido nas ruas.

Nascido em Lisboa em 1987, Artur Bordalo, aka Bordalo II como é conhecido, usa lixo urbano e muita cor para criar grandes instalações de rua, que representam animais ou cenas urbanas.

Neto do pintor Bordalo, cresceu a ver o avô a representar Lisboa. Com as suas obras pretende chamar a atenção para as problemáticas do consumismo exagerado e dos desperdícios fruto do mesmo. São a tradução plástica da frase o lixo de um Homem é o tesouro de outro.  A sua arte é tridimensional, carregada de vida, de cor e movimento.

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 A visitar!

Junto ao Centro Cultural de Belém - Lisboa

 

 

Museu Bordalo Pinheiro

"A criação de um museu monográfico, dedicado à obra de Bordalo Pinheiro, surgiu da iniciativa de Artur Ernesto de Santa Cruz Magalhães, poeta e possuidor de uma importante coleção gráfica bordaliana.

Abrindo pela primeira vez ao público em 1916, o Museu foi instalado na moradia do Campo Grande, projetada para o efeito pelo arquiteto Àlvaro Machado (Menção Honrosa do Prémio Valmor em 1941). Em 1924, foi doado à Câmara Municipal de Lisboa. Atualmente, o museu apresenta um novo programa museológico, numa lógica de rotatividade das obras em exposição permanenete, oferecendo ciclos expositivos tempoários, um filme sobre a época e o artista, bem como abordagens educativas e multimédia. Compreende ainda uma galeria de exposições temporárias, espaço vocaconado para a contemporaneidade, onde se apresentam projetos concebidos especialmente para este local e que se relacionam com a temática e com os conteúdos programáticos do Museu"

in Brochura - museu Bordalo Pinheiro, CML - Direção Municipal da Cultura, Departamento de Património Cultural - Divisão de Museus e Palácios

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 A visitar!!!

Curso - Urban Art - Universidade Lusófona - Lisboa

No âmbito de uma formação, foram efetuadas várias visitas a locais de Lisboa, nomeadamente onde a arte pública está em evidência.

O Muro azul, na rua das Murtas, é um projeto da Galeria de Arte Urbana, tem cerca de 2,5 km de extensão. A união das peças acontece por via da cor azul e, também, pelo tema associado ao rosto e à especificidade do local, pois trata-se de um muro que circunda o hospital psiquiatrico de Júlio de Matos. Contudo essa ideia foi-se esbatendo no decorrer do projeto...

Vale uma visita prolongalada para fruir com tranquilidade este conjunto emblemático de Arte pública? Arte Urbana? Street  art?  certo é que se trata de site specific!

 

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FIA 2016 - Exposição: Rotas da Cerâmica do Norte de Portugal

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"Rotas da Cerâmica do Norte de Portugal", foi o tema para a exposição de 2016, pelo Instituto de Emprego e Formação profissional.

A exposição visa contribuir para a referenciação e revitalização de algumas das escolas de cerâmica existentes, sinalizando, por um lado, os principais centros de cerâmica tradicional ainda ativos, tais como Barcelos, Guimarães, Bisalhães (Vila Real), Vilar de Nantes (Chaves), Vila Nova de Gaia (alguns dos quais estão enquadrados em processos de certificação) e registando por outro lado, as novas propostas de ceramistas contemporâneos que nos trazem novas propostas e novas perspetivas estéticas.

 

Em baixo um pequeno apontamento fotografico de peças dos maiores artesãos de Portugal:

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Peças de Júlia Ramalho

013.JPGPeça de Delfim Manuel 

015.JPGPeça dos irmãos Baraça

011.JPGPeça de Conceição Sapateiro 

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 Muito interessante!!! 

 

Morangos no Montareco

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Et voilá, os primeiros morangos no meu  Montareco.

 

Características:

  • O morango é uma fruta vermelha, cuja origem é a Europa.
  • Produzida pelo morangueiro, é um fruto rasteiro.
  • Existem várias espécies de morango, sendo a fragaria a mais comum e cultivada em várias partes do mundo.
  • É uma fruta pouco calórica, 
  • O morango é rico em vitaminas como, por exemplo, vitamina C, A, E, B5 e B6.
  • Os principais minerais presentes no morango são: Cálcio, Potássio, Ferro, Selênio e Magnésio.
  • Os morangos também são ricos em flavonoides, importante agente antioxidante no organismo dos seres humanos.
  • Outra característica nutricional importante do morango é que ele possui boa quantidade de fibras alimentares (cerca de 2,5 gramas de fibras por 100 gramas de morango).
  • Na culinária, o morango é muito usado na produção de sucos, sorvetes, bolos, tortas doces e geleias.
  • Entre os principais benefícios do consumo de morangos para o organismo, podemos citar: fortalecimento do sistema imunológico, auxílio no bom  funcionamento do sistema digestório, ação anti-inflamatória, auxilio no processo de cicatrização de ferimentos, entre outros benefícios.
  • Segundo pesquisadores do Instituto Americano de Pesquisas para o cranco, o consumo de morango pode ajudar na prevenção do cnacror, pois possui ácido elágico, uma substância que protege o DNA de mutações e evita a formação de novos vasos sanguíneos.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Morango

 

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 23/06/2016 -Os morangueiros do Montareco continuam com excelente produção 

 

27 MARÇO - dia mundial do teatro

Hoje celebra-se o Dia Mundial do Teatro! 

Teatro é uma das artes que mais me toca.

Cito o meu ator de eleição, Diogo Infante e, partilho uma foto sua numa excelente intrepretação em "Ode Marítima".

"No teatro temos um tempo inestimável que nos permite experimentar, errar, aperfeiçoar, até se encontrar o caminho, a personagem, que depois todos os dias vamos repetir perante um público. O teatro para além de efémero, vive da ligação directa com o público e essa experiência produz, para além de um grande sentido de responsabilidade, uma forte descarga de adrenalina."

Viva o Teatro!

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Boa Páscoa!!!

Boa Páscoa a todos os meus seguidores...

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O coelho foi produzido por mim há cerca de dezasseis anos e,  a toalha foi pintada à mão, também por mim e pela minha amiga Beta Franco, no âmbito do projeto "Comeres de Coruche" integrado na CORART - Associação de Artesanato de Coruche, em 2003.

Feira Internacional do Artesanato - 2016

O CEARTE – Centro de Formação Profissional do Artesanato, informa:

"Como habitualmente, o IEFP vai apoiar a participação de artesãos e associações de artesãos na FIA 2016 – Feira Internacional do Artesanato, que decorrerá na FIL em Lisboa de 25 de junho a 3 de julho, passando de 140 para 150 o número de módulos de 9 m2 disponibilizados para este efeito.

Chama-se a atenção para o seguinte:

  • As candidaturas devem ser apresentadas no respetivo Centro de Emprego de 14 a 31 de Março;
  • Em anexo a este email encontra-se a ficha de candidatura (pode ser preenchida no Excel ou impressa e preenchida à mão), que os interessados deverão preencher e entregar no respetivo Centro de Emprego;
  • Os artesãos devem indicar o n.º da carta de unidade produtiva artesanal (UPA) na ficha de candidatura;
  • As associações de artesãos devem anexar à ficha de candidatura os nomes e números de carta de unidade produtiva artesanal dos associados que vão representar, num mínimo de 3 produtores;
  • Quer os artesãos quer as associações devem fazer prova, na fase de candidatura, de que se encontram em situação regularizada perante o Fisco e a Segurança Social;
  • As candidaturas darão lugar a um processo de seleção da responsabilidade das delegações regionais do IEFP.

CEARTE – Centro de Formação Profissional do Artesanato

Gabinete para a Promoção das Artes e Ofícios
Rua António Sérgio, n.º 36
Zona Industrial da Pedrulha
3025-041 Coimbra
T. 239 497 200
F. 239 492 293
E. gpao@cearte.pt"

Museu de Arte Antiga

SALA DO PRESÉPIO PORTUGUÊS

Visitei a Sala do Presépio Português e fiquei desiludido, face ao reduzido número de peças expostas!

Nesta sala compõe-se a história do presépio português com uma seleção de obras de reputados escultores, desde os fragmentos de figuras em barro cozido do século XVI até aos grandiosos conjuntos conventuais e palacianos do Barroco. Destaca-se a produção das oficinas de Lisboa, dos séculos XVII e XVIII. Na arte portuguesa, entre o Classicismo e o Romantismo, a escultura dos presépios introduziu o género pastoril, caraterizado pelo artifício ilusionista das composições, dos cenários da natureza e das arquiteturas, do naturalismo das figurações esculpidas e dos retratos de sociedade.

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O livro onde cabem “Os Últimos Artesãos do Vale do Paiva”

Editado em 2014, fiz agora a aquisição do livro "Os Últimos Artesãos do Vale do Paiva" de Helena Caetano e João Rodrigues.

Cabem cesteiros, funileiros, latoeiros, oleiros, alfaiates, moleiros, um tamanqueiro, um fazedor de molhelhas e outro de capuchas, escultores e carpinteiros. Cabe quase meia centena de homens e mulheres, diferentes artes e ofícios e uma mão-cheia da história de um país com pedaços a caírem no esquecimento. Helena Caetano e João Rodrigues partiram para o terreno e durante quase dois anos: percorreram cerca de oito mil quilómetros, ziguezagueando em volta dos 108 do Rio Paiva, e resgataram em fotografia e texto “Os Últimos Artesãos do Vale do Paiva”.

Gosto imenso da fotografia, da paginação, para além de considerar de  enorme valor perpétuar os fazedores / artesãos,  sejam eles do Vale do Paiva, ou de outra zona do país, considerando que só conseguimos fazer caminho no futuro se entenderemos a nossa hístória.

Como nota, referir que ao folhear o livro rmencionado neste post, senti um enorme orgulho por ser autor do livro "Mãos com Alma - artes e ofícios tradicionais em Coruche", curiosamente, também publicado em 2014.

 

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Parede das Memórias

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Uma parede na minha tertúlia, que designei por "parede das memórias",  está quase toda revestida com pratos. São pratos que foram dos meus avós, pais, tias, oferecidos, pintados por mim,... Os pratos são de barro, porcelana,... O relevante para mim são as memórias que possuem. Há muito tempo que queria adquirir um prato de faiança de Alcobaça, com dizeres, porque tenho presente essa peça em casa dos meus avós maternos, finalmente consegui.

Keep Calm And Carry ON

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Enquanto a tinta seca na tela que comecei a pintar, sinto vontade de passar para a escrita, alguns estados de alma que me assistem.

Estou na fase que medeia a  imediatamente anterior à designada 3ª idade, quase nos 57 anos de vida. Vida tão efémera,  com  momentos difíceis e muito difíceis...

Estou numa transição, do  frenético para o dar tempo ao tempo.

ACEITAR, aceitar quase todos e tudo, não é um processo fácil... Mas quero acreditar ser possível, perder identidade nunca.

Cada dia que passa tenho mais a noção de fim, por isso procuro sentir-me tranquilo,  que é igual a feliz.

José Saramago no seu romance “Claraboia” a personagem Lidia, afirma várias vezes, face às vicissitudes da vida " ... temos sempre que recomeçar...recomeçar...". Reitero, temos sempre que recomeçar...recomeçar...

Produtos Artesanais

A Adere- Minho publicitou um conjunto de produtos tradicionais artesanais, certificados por si e com marca registada, através de IG - Identificação Geográfica, pertencente à OFICINA. Sem dúvida uma entidade creditada que perserva memória e acrescenta valor.

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Em Portugal existem bordados com caraterísticas únicas de acordo com a sua origem:

  • Bordado de Castelo Branco
  • Alinhavados de Nisa
  • Bordado de Terra de Sousa (Felgueiras)
  • Bordado de S. Miguel - Açores
  • Bordado de Caldas da Rainha
  • Bordado de Óbidos
  • Bordado da Lixa
  • Bordado de Guimarães
  • Bordado de Viana do Castelo
  • Bordado da Madeira

 

 

Caixas de Memórias

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Caixa em madeira (comp. 0.45m, larg. 0.25m, alt. 0.10m) pintada com tinta acrílica e letterings em vinil, guarda um vestido de noiva de 1982.

 

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Caixa em madeira (comp. 0.45m, larg. 0.25m, alt. 0.10m), pintada com tinta acrílica e letterings em vinil, guarda um vestido de batizado de1959.

 

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 As caixas de memórias executam-se em  função dos interesses dos clientes (formatos, cores, letterings,...) 

Curriculum (1995 a 2016) ... a propósito dos 20 anos de atividade

 1995

Participação no cortejo etnográfico de Coruche.

Produção de Brasão da Vila (flores naturais).

Ornamentação floral da Aviflora – exposição de aves e flores, em Coruche.

2000

Decoração de montras (estabelecimentos comerciais em Coruche).

Ornamentação floral de igrejas.

Decoração de stands e eventos da Associação de Defesa do Património de Coruche.

2001

Primeira exposição na qualidade de artesão, no edifício da Junta de Freguesia de Coruche, denominada “Massa com Feijão” (coleção de peças decorativas, cujos materiais utilizados foram essencialmente cereais e massas).

Participação na Semana da Cultura na Vila do Couço.

Mostra coletiva de Artesanato nas festas em honra de N.ª Sr.ª do Castelo.

Organização e participação na exposição colectiva “CORART – 1.º Salão de Artesanato da Freguesia de Coruche”, expondo, com mais expressão, arranjos florais (executados em diversos materiais: papel, vides e verniz) e peças em latão e zinco.

2002

Fundação da Associação de Artesanato CORART – Associação de Artesanato de Coruche, na sequência do Salão de Artesanato da Freguesia de Coruche, tendo desenvolvido/organizado e participado em inúmeras atividades, na qualidade de artesão, ao nível de arranjos florais (flores em papel), pintura em madeira, peças em latão e zinco, das quais destaco:

Feira Internacional do Artesanato (FIA), Parque das Nações, Lisboa (dois anos consecutivos); Feira do Artesanato (Braço de Prata);

Feira dos Frutos Secos (Torres Novas);

Festas Populares de Coruche (três anos consecutivos);

Feira Medieval de Coruche;

Feira do Largo, Coruche;

Programas RTP 2 “Iniciativa” e RTP 1 ”Praça da Alegria”.

Participação nos núcleos “Saberes, Cores e Sabores”, “Vi Coruche”, “Imagens e Caminhos” e “Comeres de Coruche”.

Organização e conceção do Cortejo Etnográfico e do Trabalho e exposição “Símbolos” no âmbito das Festas em Honra de N.ª Sr.ª do Castelo.

2005

Organização e frequência de curso de pintura em madeira, com a formadora Ana Dickinson.

2002 a 2006

Presidência da Direção da CORART.

2007

Execução de duas coleções de Peças de Artesanato, uma denominada “Sabores do Toiro Bravo” (pintura em têxtil, madeira e cerâmica) e outra “Presépios de Coruche”, apresentadas respetivamente na Esplanada do Café Del Rio e nas instalações da Caixa Geral de Depósitos, ambas em Coruche.

Obtenção da Carta de Artesão, relativamente a pintura em madeira, flores artificiais e peças em latão.

2008

Início de uma rubrica sobre Artesanato no Jornal de Coruche: “Artesanato em Coruche” (visando a divulgação dos artesãos locais).

Início do blog “http://www.paulofatela.blogs.sapo.pt” para divulgação das peças produzidas, bem como de atividades associadas ao artesanato.

Exposição com a coleção de peças de artesanato “Sabores do Toiro Bravo” na Foto Cine e Praça de Toiros, em Coruche.

Decoração e exposição no stand do Jornal de Coruche, aquando das Festas em Honra de N.ª Sr.ª do Castelo (Exposição Imagens de N.ª Sr.ª do Castelo, pintura em madeira).

Exposição “Aqui está Coruche”, em Outubro, no Restaurante Mira Rio, em Coruche.

Organização e participação na  Mostra de Presépios nas montras do comércio no centro histórico da Vila de Coruche.

2009

Participação na mostra de artesanato “Sabores do Toiro Bravo”.

Noite dos Museus – Museu Municipal de Coruche, restaurante Mira Rio.

Festas da cidade – Almeirim.

Participação na Conferência Internacional “Criatividade – Um Desafio Permanente”, org.: CEARTE – Coimbra.

Inicio do projeto “Livro – Mãos com Alma – artes e ofícios em Coruche”.

2010

Execução de peças para:

Torneio de Patinagem Artística – Coruche’10;

Festival de Folclore “António Neves” integrado nas Festas em Honra de N.ª Sr.ª do Castelo;

Encontro de Governadores Civis a nível nacional (ofertas).

Participação em:

Mostra de artesanato do evento “Sabores do Toiro Bravo”;

Feira Internacional do Artesanato (FIA);

“O Comércio sai à Rua”;

“Um dia Solidário”;

Presépios no edifício dos Paços do Concelho, Coruche.

Início de rubrica de artesanato no Jornal Lezírias – “Mãos com Alma”.

Participação no Fórum de Artesanato, integrado na FIA.

Decoração do stand do Município de Coruche nas Festas em Honra de N.ª Sr.ª do Castelo.

2011

Colaboração no Jornal Lezírias – rubrica “Mãos com Alma”.

Participação na atividade do Museu de Arte Popular “Mercado da Primavera – Os Nossos Bonecos” com a colecção “Bonecos – presente com passado”.

Participação na mostra de artesanato Sabores do Toiro Bravo e FICOR – Feira Internacional da Cortiça (Coruche).

Decoração do stand da Câmara Municipal de Coruche – Festas em Honra N.ª Sr.ª do Castelo.

Participação no Fórum de Artesanato – FIA (Feira Internacional do Artesanato).

Participação na IBERIONA – VI Encontros de Artesanato Ibérico, cuja temática central foi “Artesanato no Século XXI: Paradigma Reencontrado”, na cidade do Porto.

Participação em exposições  de artesanato no “Comércio Sai à Rua”, Coruche, Posto de Turismo do Montijo e Igreja da Misericórdia de Coruche.

2012

Exposição “Os Pastorinhos”, no salão nobre da Caixa de Crédito Agrícola de Coruche.

Participação na mostra de artesanato dos Sabores do Toiro Bravo com a coleção “Era uma vez uma coruja…”.

Participação no programa da RTP 1 “Portugal no Coração”, no âmbito da promoção dos Sabores do Toiro Bravo.

Participação  no Fórum de Artesanato – FIA (Feira Internacional do Artesanato). “Internacionalização do Artesanato Português”

Decoração do stand da Câmara Municipal de Coruche – Festas em Honra N.ª                                                                 Sr.ª do Castelo.

Participação no programa da RTP1 “Verão Total”, no âmbito da promoção de   Coruche.

Participação em exposições  de artesanato no Posto de Turismo do Montijo e   Galeria Municipal de Coruche.

2013

Participação no workshop de pintura e desenho – “ O Sobreiro e a Paisagem do Montado”

Participação na mostra de artesanato “Sabores do Toiro Bravo” e FICOR – Feira Internacional da Cortiça (Coruche).

Conceção e execução da exposição “Senhora Cortiça”.

Participação no programa da TVI “Somos Portugal”, no âmbito da promoção da FICOR.

Coordenador do projecto “Envolvências Locais” no âmbito da bienal de artes plásticas de Coruche, envolvidos 33 artistas (amadores e profissionais) .

Autor de 3 intervenções artísticas – bienal de artes plásticas de Coruche “Espanta-espíritos”; Colcha; Taleigos, as duas últimas contaram com a participação de 300 colaboradores.

Exposição coletiva de pintura, salão nobre na Caixa de Crédito Agrícola, no âmbito da bienal de artes plásticas de Coruche.

2014

Apresentação do livro “Mãos com Alma – artes e ofícios tradicionais em Coruche”, no futuro núcleo agrícola em Coruche.

Conceção e execução da exposição “Mãos com Alma – artes e ofícios tradicionais em Coruche”, na galeria municipal (mostra de 87 peças visadas no livro e, 17 fotografias de autor integradas no livro).

Participação no programa da RTP1 “Praça da Alegria”, no âmbito da divulgação do livro “Mãos com Alma”.

Associado da Associação de Artesãos da Região de Lisboa.

Participação na exposição “Arte com Pessoa” - Mercado das Artes – Lisboa

Participação no concurso “Tronos de Santo António” - organizado pela AARL – em Atrium Saldanha – Lisboa.

Exposição de peças no espaço “MDesign” - Coruche.

“Menção Honrosa” no concurso de “Tronos de Santo António”.

Participação nas exposições do colecionador Mário Coelho “Santo António e o Menino” - Basílica da Estrela – Lisboa e “Tronos de Santo António” - JF de Alcântara – Lisboa.

Participação no concurso  “XXIX Concurso de Presépios” - organizado pela AARL,  em Rua Augusta– Lisboa.

Participação na exposição coletiva de arte no âmbito da inauguração da “Casa da Gente” - Coruche.

Conceção e execução da coleção “Lovely Family - presépios”

Exposição da coleção “Lovely Family – presépios” na loja MDesign - Coruche

2015

Conceção e execução da coleção “Lovely Stº António”

Participação no concurso “Tronos de Santo António” - organizado pela AARL – em Atrium Saldanha – Lisboa.

Exposição de peças no espaço “MDesign” - Coruche.

Execução de imagem de Nª Srª do Castelo – evento “MORAL SIM”

Coordenação do projecto “Envolvências Locais” no âmbito da bienal de artes plásticas de Coruche.

Autor da  intervenção artística – “Vestida de Lobeira”, 450 colaboradores, 20 instituições.

Participação no programa da RTP1 “Agora Nós”, no âmbito da divulgação da Bienal de Artes”.

2016

Inicio do blog (http://coruche.blogs.sapo.pt) “Coruche à Mão” sobre artes e ofício tradicionais de Coruche.

Conceção e execução da coleção “Lovely – Nª Srª do Castelo”.

  

 

Chocalho é Património Cultural Imaterial

"A arte chocalheira já é Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente, título atribuído pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. Candidatura foi aprovada em poucos minutos, sem qualquer objecção.

A decisão foi anunciada às 14h20 (hora de Lisboa) desta terça-feira pelo Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património, que está reunido em Windhoek, capital da Namíbia, para enorme júbilo da delegação portuguesa presente na sala da conferência, chefiada por António Ceia da Silva, presidente do Turismo do Alentejo, e integrada pela embaixadora de Portugal, Helena Paiva. Os chocalhos, que se ouviram na sala para festejar, criam "uma paisagem sonora característica", disse a UNESCO.

A candidatura do fabrico de chocalhos, instrumentos usados para localizar e dirigir os rebanhos, foi liderada pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERT), em parceria com a Câmara Municipal de Viana do Alentejo e a Junta de Freguesia de Alcáçovas. 

Com “alegria e emoção”, foi assim que o presidente da ERT recebeu a classificação do fabrico de chocalhos como Património Imaterial. A decisão da UNESCO, tomada em apenas cinco minutos, foi festejada de imediato pelos membros da delegação portuguesa. "É mais uma grande vitória para o Alentejo, para as nossas tradições, para aquilo que mais é valorizado na nossa identidade”, disse António Ceia da Silva logo após a aprovação da cadidatura portuguesa, considerada pelo comité de avaliação da UNESCO como “modelo”.

O responsável pelo Turismo do Alentejo acrescenta tratar-se de uma “vitória para Portugal", com grandes repercussões para a região enquanto destino turístico. “Hoje temos um perfil de turista diferente, que procura cada vez mais os valores diferenciadores em cada território, e nós temos trabalhado para isso. Conseguimos o ano passado o reconhecimento do Cante Alentejanopela UNESCO e conseguimos hoje o Fabrico de Chocalhos”, disse.

 
 
 João Manuel Santos, mestre chocalheiro, Bragança
AUGUSTO BRÁZIO
 
Ceia da Silva acrescentou que, agora, “há um conjunto de obrigacões, nós somos responsáveis pelo plano de salvaguarda” da arte chocalheira. 

A decisão da UNESCO deixou satisfeitos também os autarcas alentejanos que integraram a comitiva portuguesa na capital da Namíbia. O presidente da Câmara de Viana do Alentejo recebeu o anúncio da aprovação da candidatura com “emoção e alívio pelo fim da ansiedade”. Bernardino Bengalinha Pinto disse ao PÚBLICO estar “muito contente pelo resultado, sem objecções, por ser uma candidatura exemplar” e esperar que o selo da UNESCO “contribua para o desenvolvimento do concelho de Viana do Alentejo”. O autarca enviou também “uma palavra especial para os chocalheiros, porque, sem eles, isto não acontecia”.

Já a presidente da Junta de Freguesia de Alcáçovas salientou que a aprovação da candidatura foi “o culminar de um trabalho” mas também o início de um novo ciclo. “Hoje foi o primeiro dia do resto das nossas vidas, é o começo. Agora temos que pegar nesta grande riqueza que os nossos antepassados nos deixaram e dinamizarmos o que aqui ficou”, disse Sara Pajote. A autarca alentejana garantiu ainda que não quer que esta actividade “volte a chegar ao ponto que chegou, de ter necessidade de uma salvaguarda urgente”. E acrescentou: “Agora é dinamizar, tentar que [aqueles mestres chocalheiros que lá estão] impulsionem outros a continuar esta arte.”

O director do Museu Nacional de Etnologia (MNE), Paulo Ferreira da Costa, congratulou-se com a classificação agora feita pela UNESCO. “Trata-se de uma decisão importantíssima", disse o responsável ao PÚBLICO, pouco tempo após a decisão anunciada na Namíbia.

Tendo assumido a direcção do MNE no passado mês de Março, Paulo Ferreira da Costa disse não ter conhecimento de que a instituição tenha sido ou não solicitada a intervir no processo da candidatura. “Mas o que é fundamental é a garantia, que a classificação agora dá, de que este património se manterá no futuro”, notou o director, estabelecendo um paralelismo com os outros bens classificados pela UNESCO e considerando que este “é um excelente instrumento para chamar a atenção pública para a necessidade de salvaguardar esse bem patrimonial”.

É a primeira vez que Portugal inscreve um bem cultural na lista do Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente.

Sobre a intenção dos responsáveis pela candidatura alentejana,nomeadamente Ceia da Silva, da ERT, de apostar na oferta turística e no artesanato como forma de salvaguardar esta arte que já não desempenha as funções utilitárias de outrora, Paulo Ferreira da Costa acha que essa não deverá ser “a única solução”. “Uma tradição deve ter um papel social, económico e também simbólico na sociedade que a produz”, diz, lembrando que a própria UNESCO tem vindo a alertar para que "o turismo, muitas vezes, pode ser prejudicial à perpetuidade de certos bens e culturas”.

“Diria que tem de haver um equilíbrio muito grande entre a promoção turística e também as utilizações que possam preservar e dar continuidade à função social e cultural” de um bem como a arte chocalheira.

Segundo a comissão científica da candidatura a património da humanidade, coordenada pelo antropólogo Paulo Lima, trata-se de uma arte iniciada há mais de dois mil anos - é possível encontrar chocalhos celtiberos do século I a.C. que são idênticos aos feitos actualmente - mas que agora está em risco de extinção. O fabrico tem uma dimensão nacional, mas a candidatura baseou-se num trabalho técnico e científico à volta da arte chocalheira da freguesia de Alcáçovas, centro do fabrico de chocalhos no país.

O senhor candidatura

Coordenador científico da candidatura dos chocalhos, o antropólogo Paulo Lima, esteve em todas as candidaturas portuguesas a património imaterial da UNESCO. Integrou a comissão executiva da candidatura do fado e foi o coordenador científico da do cante alentejano. Foi o pai da ideia da candidatura da arte chocalheira, mas gosta de partilhar essa paternidade: “A ideia foi minha, foi da Ana Pagará [actual directora do Mosteiro de Alcobaça], e juntámos uma pequena equipa que trabalhou durante algum tempo e que teve depois a generosidade da Entidade de Turismo do Alentejo para podermos instruir o dossier”, disse ao PÚBLICO.

Segundo o antropólogo, a equipa científica, que integra também o professor Jorge Freitas Branco, “percebeu” que o chocalho é “interessante não apenas pelo objecto em si, mas pelo que representa, pela necessidade de preservação urgente”. Freitas Branco contou que a sua ligação à arte chocalheira se iniciou há uma década quando, como orientador de um doutourando, sugeriu os chocalhos como tema.

O fabrico de chocalhos é uma arte milenar que tem no território alentejano a maior expressão a nível nacional, especialmente em três municípios, Estremoz, Reguengos de Monsaraz e Viana do Alentejo, e com destaque para a freguesia de Alcáçovas.

O seu fabrico, refere o dossier de candidatura, é uma actividade metalúrgica associada essencialmente à pastorícia: "O chocalho português é um instrumento de percussão (idiofone) munido de um só batente interno. Este instrumento funciona da mesma maneira que um sino, e é habitualmente suspenso no pescoço dos animais com a ajuda de uma correia em couro. Este objecto está estritamente associado ao pastorícia, pois é utilizado pelos pastores para localizar e dirigir os rebanhos. A crença diz que este instrumento tem poderes protectores e mágico-religiosos. Os chocalhos criam uma paisagem sonora única e característica, de uma beleza rara, que procura um sentimento intemporal de bem-estar."

O plano de salvaguarda

A inscrição do fabrico de chocalhos na Lista do Património Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente implica um Plano de Salvaguarda, uma espécie de “caderno de encargos" que visa reverter a tendência de desaparecimento desta arte, garantindo a transmissão do saber-fazer e a sustentabilidade futura da actividade. Nesse capítulo, a candidatura portuguesa propõe um conjunto de medidas para promover o ensino do ofício, sendo a mais imediata a celebração de um protocolo, que está em preparação, com o Estabelecimento Prisional de Beja para que um mestre chocalheiro dê formação aos reclusos.

Criar um centro de interpretação da pastorícia e da metalurgia tradicional, em Alcáçovas, encorajar e criar viabilidade económica para esta actividade, promover a sua protecção jurídica e incentivar a investigação académica são os outros pontos principais do plano de salvaguarda apresentado no dossier português.

Uma candidatura que o relatório da UNESCO considerou preencher todos os critérios técnicos (cinco ao todo). Primeiro, porque o fabrico de chocalhos é uma “tradição” passada entre gerações, proporcionando um “sentimento de identidade e continuidade histórica” que permite às comunidades locais perceber essa arte como uma “herança cultural colectiva”. Depois, trata-se de um elemento em “perigo iminente” de extinção, pois a produção está hoje limitada a “menos de dez locais, incluindo Alcáçovas, centro dessa prática com quatro fabricantes em actividade”. Escreve-se também que o Plano de Salvaguarda proposto pela candidatura “responde às ameaças identificadas”, incluindo medidas concebidas em estreita colaboração com os agentes do sector, as comunidades e instituições envolvidas, “demonstrando forte potencial para melhorar a viabilidade do elemento de interesse e o rejuvenescimento no fabrico de chocalhos”.

O relatório de avaliação confirma que a instrução do processo da candidatura portuguesa “pode servir de modelo” pelo envolvimento dos agentes ligados a esta arte, que concordaram com a nomeação de forma livre, prévia e informada. Por fim, relativamente ao último critério, é confirmado que os chocalhos cumprem também o requisito de serem um elemento catalogado. “Está registado e detalhado num catálogo de inventário de Viana do Alentejo”, lê-se no documento.

O comité da UNESCO termina este relatório com um convite a Portugal, como Estado membro, a ter um “cuidado especial” para garantir a continuidade dos significados culturais do fabrico de chocalhos, “evitando as possíveis consequências não intencionais” do plano de salvaguarda, como, por exemplo, a excessiva exploração turística."

Com Sérgio C. Andrade, in Público

 

Presépio "Lovely Family"

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Presépio "Lovely Family", produção de 2015, esta peça doi doada ao CRIC - Centro de Reabilitação e Integração de Coruche.

"Lovely Family" é produzido em madeira de pinho, recortado,  revestido com tecido imperbilizado.

VINTE ANOS

Não sou saudosista, mas tenho vontade de reportar que há vinte anos exteriorizei publicamente o interesse por peças associadas às designadas artes decorativas, artesanato, artes visuais em geral.

Em 1995 expressei esse interesse quando executei o brasão da vila de Coruche, em flores naturais, peça integrada no cortejo etnográfico das Festas em Honra de Nª Srª do Castelo. Tratou-se de um grande desafio, considerando que nunca tinha feito nada de semelhante. Foram 12 horas de execução, das 18h do dia 16 de agosto às 06h do dia 17, apenas apoiado pela minha companheira Clotilde. 

Este evento e outros que se seguiram no ano de 1995 fizeram-me ver a inveja e outros maus sentimentos, contudo foram úteis para criar músculo e CRESCER!!! Só consegui retomar a exposição pública 5 anos depois.  “SÒ SE VIVE UMA VEZ " e por isso não voltei a fazer pausas...

  

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Mantas Alentejanas

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" São apenas três pares de mãos e três pares de pés que produzem todo o tipo de artigos a partir das típicas mantas alentejanas. As tecedeiras trabalham oito horas por dia e, apesar de estarem sentadas, fazem “ginástica” o dia todo para darem resposta às inúmeras encomendas que recebem todos os dias.

“A manta serve para muita coisa, almofadas, biombos e puffs”, explica Mizette Nielson, a proprietária. Os hotéis que têm problemas de acústica aproveitam os têxteis para questões de isolamento, “é um dois em um: decoração e isolamento”.

Mizette tem contribuído para manter esta herança viva e tem nas suas mãos o desafio de não deixá-la morrer. É nesse espírito que quer assegurar a continuidade da actividade, adaptando-a ao longo do tempo.

A versatilidade das mantas é tal que já se fizeram cabeceiras com tapetes a condizer e um conjunto de 100 tapetes para hotéis, os desenhos foram escolhidos “com base em desenhos antigos alentejanos que foram adaptados”. Assim as mantas que originalmente eram uma espécie de cobertor de lã, usadas apenas por pastores e feitas com modelos simples, tornaram-se peças decorativas muito cobiçadas.

Esta criação artística acontece num antigo lagar de azeite, com uma área de 1600m2, adaptado a centro de exposições, fábrica de tecelagem e habitação. Mal galgamos a entrada parece que recuámos décadas, estamos na Fábrica Alentejana de Lanifícios, que de fábrica só tem o nome, já que tudo é produzido em teares manuais e conta-se pelos dedos de uma mão quem aqui trabalha.

Numa sala grande, tanto em espaço como em altura, com um tecto feito de vigas de madeira e um chão de cimento, com apenas duas pequenas janelas na parede e quatro aberturas no telhado, encontram-se 11 teares de todos os tamanhos, o mais pequeno tem 1,20m de largura e o maior 2,40m. Os teares mecânicos encontram-se desmontados a um canto, pois ali só se utilizam os originais, provavelmente já com 100 anos. Por toda a fábrica acumulam-se amostras, de várias cores.

Apenas três mulheres trabalham naquele espaço despido e frio, sentadas em frente aos teares, debaixo de grandes candeeiros que iluminam o que estão a fazer, abstraindo-se do barulho do bater das traves que ecoa pelas paredes. Fátima tem 53 anos e já está na fábrica há 12, conta que ali trabalham muito “por encomenda”: “E no intervalo vamos fazendo algumas coisas para a loja”. Pode estar sentada durante as oito horas, mas os braços e as pernas não param um segundo, por isso ao final do dia o corpo está cansado: “Saímos daqui estafadas”.

As tecedeiras fazem ginástica o dia inteiro. Firmam-se na burra, uma trave na traseira do tear, e enquanto carregam nos pedais puxam a maniota com a mão direita e empurram o batente com a esquerda. A lançadeira (onde se coloca a lã) voa da direita para a esquerda e da esquerda para a direita. É preciso muita coordenação, pois existem quatro pedais e os pés vão passando de um para o outro, dependendo do padrão que se deseja.

Ao gosto do freguês
Rita, de 29 anos, foi para a fábrica em Janeiro. Vivia em Lisboa há mais de dez anos, dava aulas de Educação Visual, mas quando não foi colocada voltou para casa dos pais, que fica precisamente na rua onde se encontra a fábrica. Propôs um estágio a Mizette e acabou por ficar: “Não tem nada a ver com dar aulas, mas estou a gostar muito do que faço. A tecelagem é uma das coisas que eu mais gosto”. Apesar de já não se encontrar rodeada de crianças considera que “o trabalho não é nada rotineiro, pelo contrário é muito gratificante e curioso”.

Mizette conta que vêm muitas estagiárias de fora, de faculdades de têxteis, com o propósito de aprenderem, só que “às vezes não convém, porque é material e tempo que se gasta, é preciso ter alguém com bases”. Mas como é a última fábrica de têxteis na Europa faz muito sucesso lá fora: “Temos visitantes todos os dias, de todos os lados do Mundo”.

Por ter apenas três tecedeiras, as pessoas têm de esperar para receberem os seus pedidos e as grandes encomendas demoram mais tempo: “A maioria delas provém da loja, de pessoas que vão passar o fim-de-semana a Monsaraz”. É que além da fábrica, Mizette ainda tem uma loja, afirmando que as duas “estão muito ligadas”, mas que “as pessoas preferem ir a Monsaraz por ser mais turístico”.

Quanto ao produto final, as medidas e os padrões podem variar conforme o gosto do cliente, tendo como base as linhas tradicionais. Sempre em lã, sem qualquer mistura de fibras sintéticas, podem ter riscas, espigas, quadrados, castelos, losangos ou fuzis. Em cerca de três dias, é terminada uma manta grande (com uma dimensão de dois metros e quarenta por três), mas já chegaram encomendas bem mais demoradas, como uma passadeira com 26 metros de comprimento.

Mizette fala sobre os pedidos que já lhe foram feitos dizendo que “é giro acompanhar as tendências de interior”. Conta que durante anos as encomendas incidiram apenas sobre o preto e branco, passaram depois ao amarelo e cinzento e, mais recentemente, aos tons terra, vermelho e ferrugem. “Na última temporada, também o verde e o azul forte entraram na lista de pedidos”, o que complica as quantidades que são necessárias mandar tingir.

Sendo um produto tipicamente português ,a lã utilizada também faz um percurso totalmente nacional: é comprada em rama em Castelo Branco, lavada e fiada na Guarda e tingida em Mira de Aire. Além das encomendas feitas na loja em Reguengos ou na própria fábrica, as mantas podem ser compradas na loja A Vida Portuguesa, em Lisboa e no Porto, mas não se encontra uma igual em mais lado nenhum, pois “o facto de ser um trabalho manual torna o produto exclusivo”. Quanto ao preço, os valores variam muito: “Como leva imenso tempo calculo pelo peso e dias de mão-de-obra, é o mais justo”, diz Mizette.

Mizette nasceu na Holanda e antes de vir para Portugal, em 1962, viveu em França, Inglaterra e Espanha. Foi directora de agências ligadas à moda, publicidade e cinema. Fez parte da produção do filme 007 "Ao Serviço de Sua Majestade”, o único da série rodado em Portugal, e organizou o primeiro concurso Miss Portugal.

Quanto ao destino desta fábrica Mizette conta: “Estou a procurar alguém que continue. Levou muito tempo para voltar a colocar as mantas de Reguengos no mapa, agora é algo economicamente visível e não quero que se perca isso”. Irá ensinar as bases e passar os conhecimentos que adquiriu durante os anos todos que esteve à frente do negócio. Pretende assegurar a continuidade desta actividade, que faz parte do património e da herança do Alentejo."

Por: Inês de Sousa Medeiros 

Exposição de presépios em Coimbra - Convite

Passo a divulgar o e-mail que recebi da Divisão de Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Coimbra:

"A Câmara Municipal de Coimbra promoverá, através da Divisão de Cultura e Turismo (DCT), entre os dias 5 de dezembro de 2015 e 6 de janeiro de 2016, uma exposição/venda de presépios artesanais, no antigo Posto Municipal de Turismo - Mercado D. Pedro V, cujo horário será: de segunda a sábado, das 9h00 às 12h30 e das 13h00 às 16h30. [Encerra ao domingo, dias 8, 24, 25 e 31 de dezembro e dia 1 de janeiro]. 

A iniciativa tem como principal objetivo promover as criações artesanais alusivas à Natividade, divulgando a arte popular e urbana executada pelas mãos de diversos artesãos de vários pontos do país e tem suscitado uma significativa adesão de público que, desde há seis anos a esta parte, está habituado a visitar a exposição/venda de Presépios em Coimbra.

Os expositores deverão cumprir todas as disposições legais e regulamentos aplicáveis à sua atividade e aos produtos que comercializam, isto é, qualquer indivíduo, empresa ou instituição pode proceder à inscrição, no pressuposto de que tenha autorização legal para o fazer, estando devidamente coletado nas finanças, e cumprindo a Lei relativamente às transações efetuadas.

A inscrição/participação no evento tem carácter gratuito.

Para efeitos de eventual participação, facultamos uma “ficha de inscrição” (anexo) que deverá ser completamente preenchida e devolvida acultura@cm-coimbra.pt até ao dia 20 de novembro de 2015.

A seleção dos inscritos obedece a critérios relacionados com a tipologia, qualidade, originalidade, fidedignidade e a inovação das peças apresentadas. A organização reserva-se ao direito de recusar qualquer inscrição que não se enquadre no âmbito ou nos objetivos da tipologia do evento.

A organização, porque limitada ao espaço disponível, estabelece o limite máximo de participantes assim como os critérios de seleção/quantidades das peças a expor, equitativamente, por participante, para efeitos de venda.

Após análise das inscrições e seleção dos participantes, comunicaremos a todos os inscritos, via e-mail, da efetiva participação, ou não, na iniciativa.

Estabelecemos como prazo de receção das peças (peças para exposição/venda + peça para oferta à Câmara) o dia 30 de novembro de 2015.

Todas as peças deverão estar identificadas conforme o documento “Identificação/relação das peças entregues à Câmara Municipal de Coimbra” (anexo), que deverá ser preenchido e rececionado nos serviços da DCT aquando da entrega das peças para exposição/venda (até 30 de novembro).

Colocaremos à venda os presépios dos artesãos representados (em regime de consignação, com fatura a emitir pelo autor das peças, no caso da respetiva solicitação. Esta situação, assim que se justifique, será comunicada, de imediato, ao artesão em causa, que se comprometerá a emitir a fatura e a enviá-la para a morada postal de quem adquire as peças – que facultaremos –, imediatamente após a efetivação do ato de compra e venda).

Comunicamos que uma das condições de participação é que, no caso de que haja lugar a danos causados durante o transporte das peças, ou durante a sua exposição para venda, não recairá qualquer tipo de responsabilidade sobre o município, pelo que todo e qualquer prejuízo será assegurado pelo autor das peças. 

Tratando-se de uma iniciativa cuja participação é gratuita cedendo o município, além do espaço físico, recursos humanos que permitam a presença, permanente, de funcionários para procederem às respetivas vendas (integralmente a favor dos artesãos participantes), uma outra condição de participação prende-se com a necessária oferta de uma peça representativa de cada artesão para enriquecimento do espólio de presépios da Câmara Municipal de Coimbra (quer obtenha, quer não obtenha quaisquer receitas fruto de eventuais vendas). A oferta da peça (que deve ser entregue em separado e devidamente identificada pelo autor) é acompanhada pelo preenchimento de uma “Declaração de oferta de presépio à CMC” (anexo). O critério de escolha da peça a oferecer pertence exclusivamente ao artesão participante.

Os artesãos selecionados para efeitos de participação na iniciativa, poderão optar pela entrega presencial das peças – na Casa Municipal da Culturade preferência, junto da Divisão de Cultura e Turismo, de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, ou, em alternativa, junto da receção, de segunda a sexta, das 17h30 às 19h30, ou ao sábado, entre as 11h00 e as 13h00 e entre as 14h00 e as 19h00 – ou pelo envio por correio postal [morada: Casa Municipal da Cultura (DCT – Presépios); Rua Pedro Monteiro; 3000-329 Coimbra].

Eventuais esclarecimentos/informações: Telef. 239702630, com Alice Lucas ou Manuela Martinho (Técnicas da Divisão de Cultura e Turismo).

Antecipadamente gratos, na expetativa de que possa V. Ex.ª aceder ao nosso convite,

Com os melhores cumprimentos."

Paulo Cunha e Silva um visionário da cultura

"Paulo Cunha e Silva é formado em Medicina. Entre outros cargos, foi director do Instituto das Artes e conselheiro cultural da embaixada de Portugal em Roma. É vereador da cultura na Câmara do Porto.

“Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo” – Fernando Pessoa. Pode falar-me de alguns dos sonhos do seu mundo? 

Não sei se o sonho comanda a vida ou se a vida comanda o sonho, talvez que a verdade se encontre no epicentro destas duas possibilidades. Mas não posso acreditar numa vida sem sonho, numa vida dedicada à gestão de um quotidiano determinista e causal. O sonho, mesmo que não se concretize, é o motor secreto da mudança. Um mundo sem sonho é um mundo condenado à sua previsibilidade e anomia. Sonhar é preciso, e é preciso perseguir o sonho, por mais inconcretizável que pareça.

O que se aprende nos livros, no cinema, na arte é muito diferente do que se aprende na vida?

Não encontro descontinuidade entre os livros, o cinema, a arte e a vida. Posso encontrar extensão, complementaridade. Nunca entendi a cultura como uma segunda natureza. A cultura é uma natureza expandida e estendida. Nesse sentido, o livro, a obra pode levar-nos a um lugar mais distante, a um ponto de observação simultaneamente mais lúcido e descontínuo – inspirador na capacidade que tem de nos provocar o espanto.

Frequentar e confrontar os territórios que a cultura nos propõe é munirmo-nos de novos instrumentos para encarar o mundo.

Há 40 anos tivemos um Verão Quente, com o país a rasgar-se. Que memórias tem desse tempo?

Nessa altura vivia em Braga. O meu pai era juiz e não sendo, obviamente, um opositor do regime, nem um manifesto antifascista, era alguém que olhava para a política e a sociedade com uma ironia tão crítica e desassombrada que lhe dava um estatuto de certa benevolência por parte de todas as forças políticas. Nunca esteve preso, não teve fugir, não foi saneado. Seria mais de direita do que de esquerda. Não tinha nenhuma medalha de mérito ou de demérito revolucionário para ostentar. Não terá gostado das minhas leituras marxistas aos 12 anos. Conta-se que num assomo de fúria me terá ameaçado de ser deserdado, não pela minha frequência de juventudes radicais, mas pelo universo literário da revolução que eu ia frequentando de uma forma crescente e visível.

Nesse ano, o que mais me marcou, porque o vi acontecer à minha frente e não na televisão, foi o assalto à sede do Partido Comunista (em Braga).

Que impacto teve esse episódio em si?

Nunca tinha assistido à violência a irromper à minha frente, como se houvesse uma espécie de fúria das multidões, uma acefalia do comportamento das massas que nunca tinha encontrado nos indivíduos. Nesse dia, eu que era de certa forma filho da prática da justiça e da administração que dela faziam os tribunais em nome do Estado, fiquei com medo da justiça popular. Fiquei com medo da cegueira da praça pública. E aprendi.

Também há 40 anos, o país recebeu 700 mil retornados, Angola, Moçambique e Cabo Verde tornaram-se independentes. O que é que acha que quer dizer de um país o facto de este ter acolhido sem convulsões sociais uma quantidade tão grande de pessoas?

Foi de facto uma gigantesca revolução silenciosa. A capacidade de um país incorporar em poucas semanas uma população externa que correspondia a quase 15% da sua população interna é surpreendente. É claro que nem tudo foi fácil. Lembro-me do estigma do “retornado” que se colava à pele do “outro” de uma forma muito desagradável.

 Tem uma história pessoal ligada ao retorno que queira contar?

O meus avós maternos tinham investimentos em Angola, onde nasceram dois tios meus, mas nunca viveram de forma definitiva em Luanda. Com a descolonização, perderam os seus interesses lá. Mas viveram tranquilamente com os investimentos que tinham em Portugal. Todavia, o meu avô vivia numa nostalgia de recuperar o património, sobretudo imobiliário, que tinha ficado em Angola.

Ouvia falar num procurador que tinha tido instruções para vender tudo o que pudesse, mas que subitamente desapareceu sem deixar rasto... Memórias difusas de um tempo em que eu entrava na adolescência. Hoje lamento que não haja mais África na cultura portuguesa contemporânea. E com cultura também quero dizer política.

Acha o discurso: “Eles são todos iguais!” uma consequência do estado a que isto chegou? Ou considera que é grave e abre espaço a populismos?

Se fossem todos iguais mas também todos diferentes, a situação ainda passava. O problema é se são só mesmo “iguais”. Chamo a atenção para a configuração do “Eles”. O “Eles” são os outros, os maus, os corruptos. “Nós” somos os bons. Esta formulação é a evidência da fractura entre os políticos e a população. A afirmação é naturalmente populista, mas compete aos políticos criar condições para a sua dissolução.

 Oficialmente saímos da crise. À esquerda e sobretudo à direita, disse-se que Portugal tinha vivido acima das suas possibilidades e que era preciso aprender a viver de outra maneira. Aprendemos?

Aprender é uma condição muito humana, diria mais, muito biológica. Os humanos aprenderam a aprender. Os seres vivos aprenderam a ajustar-se. Conseguimos aprender, conseguimos ajustar-nos, mas não podemos perder o direito à indignação.

 Atravessamos um deserto em que todos sabemos o nome do ministro das Finanças alemão ou grego. Antes de mais: considera que é um deserto? Onde fica o oásis?

Para os investidores, o oásis talvez possa ser um índice NIKKEI favorável. Mas olho com tristeza e cepticismo para a captura da política pelas finanças e da cultura pelos fundos de investimento.

Se pudesse escrever uma carta a alguém, gritar alguma coisa (um insulto, uma advertência, um conselho, uma declaração) seria o quê e a quem? Pode ser a um político. Pode ser ao mundo. Pode ser mesmo a quem quiser.

Não deixem de gritar. O grito, mesmo o de Munch, é o desconforto do humano, o desassossego do vivo. Gritem, mas também dancem, se puderem!

O futuro passou a ser uma ameaça, evitar o perigo uma divisa. É mesmo assim? Quando foi a última vez que usou a palavra esperança?

Pra mim o futuro sempre esteve aberto, o futuro é um espectro de possibilidades. Sem futuro ficamos algemados ao passado, e o passado, mesmo glorioso, não é um lugar que goste de frequentar: muito dos víveres já perderam a validade. A esperança é o vector da vida, e por isso o único instrumento que temos para frequentar o futuro.

Pode fazer um curto auto-retrato?

“Círculo branco sobre fundo negro”, sem referência a Malevitch."

in Jornal de Negócios no Verão de 2015

 

Bienal de Artes de Coruche - 2015

 

Terminei mais um projeto “Bienal de Artes Plásticas de Coruche – 2015 – percursos com arte / envolvências locais”.

Reproduzo aqui o texto que escrevi para o catálogo da bienal de artes plásticas – 6ª edição.

 “A iniciativa Envolvências Locais, tal como na 5.ª edição da Bienal de Coruche – Percursos com Arte, surge para dar protagonismo a artistas locais e envolver a comunidade em geral.

 Com o propósito de envolver a comunidade (450 colaboradores / 20 instituições) surge a intervenção artística “Vestida de Lobeira”, desenvolvida considerando a importância da dicotomia identidade / inovação. Uma intervenção artística em malha, cuja matriz é a tradicional manta lobeira, expressa em 2 594 revestimentos de diversos elementos da praça da Liberdade e largo do Pelourinho.

 Os colaboradores vão desde os 3 aos 89 anos de idade, ou seja, as peças foram pensadas com o objetivo de todos poderem contribuir, desde o simples pompom ao revestimento com maior grau de dificuldade, e que fosse, também, um desafio para o próprio executante. Foram utilizados 900 novelos e 171 000 m de fio.

 “Encontrar o fio à meada” é uma expressão vulgarmente utilizada mas que faz todo o sentido para apresentar o Espaço Malhas. É um local onde estará alguma informação sobre a história dos lanifícios, processos de produção, peças que identificam a nossa cultura, referências à intervenção “Vestida de Lobeira”. A partir do desenvolvimento desta intervenção surgiu a curiosidade sobre o que está aquém e além do fio. Na expectativa de também criar curiosidade no público sobre esta matéria, o Espaço Malhas pretende ter uma dinâmica de interação de transferência do saber fazer e de consciencialização da importância da nossa identidade. Para além desta vertente, pretende-se que seja um espaço de encontro, de trabalho em malha onde estarão previstas duas sessões com artesãs da região.

Nesta edição o enfoque acontece também no âmbito da fotografia, considerando o interesse local por esta forma de expressão artística. Com o advento da fotografia digital muitos paradigmas fotográficos foram alterados. Com aparelhos mais simples de manipular e os programas de edição de imagem, a fotografia tornou-se mais acessível e popular. Irão estar expostas fotografias de 20 autores, ao longo do percurso definido para o evento, sobre a temática genérica “Coruche”.

A propósito de fotografia e de algumas vertentes de produções com fios, em termos mais convencionais/tradicionais e contemporâneas, haverá lugar a um colóquio sobre estas temáticas, com o contributo de José Fabião ( fotografo e gestor Pedagógico – Cursos de Fotografia na Escola Tecnológica, Inovação e Criação), Rosa Pomar (investigadora na área das malhas, bloger, autora do livro “História das Malhas Portuguesas”), Patrícia Simões e Tiago Custódio (autores do projeto neofofo – revestimento com tricot de calçada portuguesa).

Garantida está a envolvência de todos aqueles que deram de si em prol desta iniciativa, pelo que acreditamos ser um contributo interessante para a 6ª edição da Bienal de Coruche – Percursos com Arte. O desejo de fruição deste evento está explicito, contudo também há vontade de que sejam apreendidas algumas mensagens, nomeadamente a defesa das nossas tradições como património cultural, que criaram valor no passado e que pode e deve alavancar o nosso presente e futuro, de forma a afirmamos a nossa identidade face à globalização preponderante. “

Foram 9 meses de árdua jornada, trabalhei 11 e 12 horas por dia, acumulei funções, meses sem fins de semana, fiz tudo e de tudo, de criativo a assistente operacional, literalmente TUDO.

Agora é hora de retemperar forças, processar informação colhida ao longo deste período, fazer introspeção, de me fortalecer face às adversidades inerentes ao processo, sobretudo a mais densa, o não reconhecimento, salvo dos colaboradores e o público em geral, de quem recebi as mais diversas provas de apreço, alguém me disse “os seus pais onde estiverem devem sentir muito orgulho em si”, foi marcante esse momento. Contudo assiste-me uma enorme tranquilidade, talvez pelo fato da concretização dos objetivos ser inerente ao meu espírito de missão.

Aguardo o “CLIQUE” , sem ansiedade,   no sentido de perceber o rumo que deverei seguir, face à necessidade premente de desenvolver algo criativo.

Bienal de Artes Plásticas - Coruche 2015 - percursos com arte - envolvências locais

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03 de Outubro

Colóquio Bienal de Artes

 

José Fabião – fotógrafo e coordenador dos cursos de fotografia da ETIC, Escola de Tecnologias, Inovação e Criação

Tema: “A Fotografia nas redes Sociais”

NEOFOFO – Tiago Custódio e Tarícia Simões

Tema: Projeto Neofofo – A calçada portuguesa como nunca a viu

Rosa Pomar, investigadora, bloger, autora do livro “História das Malhas Portuguesas”

Tema: “As meias bordadas dos maiorais ribatejanos: uma técnica antiga recuperada”

 

Local: Praça da Liberdade, Coruche

As Tapeçarias de Portalegre serão candidatas a Património Mundial, pela UNESCO, em 2017

As Tapeçarias de Portalegre serão candidatas a Património Mundial, pela UNESCO, em 2017.
A Manufactura de Tapeçarias de Portalegre é um dos últimos centros de produção artística contemporânea de tapeçaria mural do mundo. Nos últimos 60 anos, trabalhou com mais de 200 artistas portugueses e estrangeiros, como Almada Negreiros, Vieira da Silva, Júlio Pomar, Burle Marx, Lourdes Castro, Álvaro Siza, Rigo, Le Corbusier, Carlos Botelho, Munari e Cruzeiro Seixas.
Joana Vasconcelos colabora com a Manufactura desde 2012, data da criação de “Vitrail”, que integrou a individual da artista no Palácio de Versalhes.

 

Mais um sinal do interesse no projeto "Vestida de Lobeira" intervenção artística em malha, no âmbito da bienal de Artes de Coruche - 2015

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A Oficina Encontro d’Artes, dinamizada pela equipa multidisciplinar de RSI desde 2010, aceitou o desafio para estar presente na edição da Bienal de Artes Coruche 2015 – Envolvências Locais.

A participação do nosso grupo passou pela concretização da bicicleta idealizada pelo autor Paulo Fatela, integrada na instalação artística “Vestida de Lobeira”, tendo por tema a tradicional manta lobeira como forma de aliar a identidade local à inovação. A mostra esteve patente de 26 setembro a 11 de Outubro de 2015.

 

A criação desta oficina teve na sua génese os seguintes objetivos: promover o bem-estar psíquico; incentivar a participação e potenciar a inclusão social; promover o envolvimento comunitário; evitar a solidão e o isolamento social; promover a transmissão da arte tradicional e de outras formas de expressão artística; promover o desenvolvimento da criatividade e das aptidões pessoais através da expressão artística.

NOTICIAS

Artesãos, associações de artesãos e entidades ligadas ao setor do artesanato,

O Decreto-Lei n.º 122/2015, de 30 de junho, determinou, no seu artigo 22.º, a revogação da Resolução do Conselho de Ministros n.º 136/97, que criou o PPART, procedendo assim à extinção daquele Programa e da estrutura técnica que o desenvolvia no seio do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Como é do conhecimento geral, uma das funções da estrutura do extinto PPART dentro do IEFP, tinha a ver com o processo de emissão das cartas de artesão e de unidade produtiva artesanal, processo esse que é regulado pelo Decreto-Lei n.º 41/2001, com a redação dada pelo Decreto-Lei n.º 110/2002, de 16 de abril, e pela Portaria n.º 1193/2003, de 13 de outubro.

Continuando a decisão destes processos e a emissão/renovação das respetivas cartas a ser uma competência do IEFP, o tratamento administrativo e a avaliação técnica dos mesmos passa agora pelo CEARTE, conforme protocolo assinado entre as duas entidades. Para o efeito, foi criada no CEARTE uma unidade orgânica específica – o Gabinete para a Promoção das Artes e Ofícios.

Refira-se que se mantém em funcionamento o grupo de trabalho que emite parecer final sobre todas as candidaturas às cartas de artesão e UPA, que integra representantes da Direção-Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural, da Federação Portuguesa de Artes e Ofícios e do CEARTE.

Assim, os assuntos relativos à obtenção e renovação das cartas devem ser tratados em:

CEARTE – Centro de Formação Profissional do Artesanato
Gabinete para a Promoção das Artes e Ofícios
Rua António Sérgio, n.º 36
Zona Industrial da Pedrulha
3025-041 Coimbra
T. 239 497 200
F. 239 492 293
E. gpao@cearte.pt

Equipa do Gabinete:
Fernando Gaspar (coordenador)
Fernando Tomás (técnico superior)

O CEARTE, através do Gabinete para a Promoção das Artes e Ofícios, presta ainda colaboração ao IEFP nos seguintes domínios:

- Acompanhamento e organização do Sistema Nacional de Qualificação e Certificação de Produções Artesanais Tradicionais (SNQCPAT), nos termos do Decreto-Lei n.º 121/2015, de 30 de junho, competindo-lhe a análise técnica dos pedidos de registo de produções tradicionais e respetivos cadernos de especificações;
- Colaboração no processo de seleção de artesãos e associações de artesãos para o apoio à participação na FIA;
- Apoio na realização das exposições temáticas do IEFP, e respetivos catálogos, no âmbito da FIA;
- Assessoria, no âmbito do Prémio Nacional do Artesanato, nomeadamente no que respeita à escolha das áreas temáticas de cada edição e à divulgação do Prémio junto dos artesãos/UPA portadores de carta.

Com estas novas valências, estruturantes e fundamentais para a valorização do artesanato, o CEARTE reforça, assim, a sua missão ao serviço dos artesãos e do setor em Portugal.

Cobertor de papa / manta lobeira

Perto da Guarda, uma região cuja produção têxtil foi impulsionada pelo Marquês de Pombal, a aldeia de Maçainhas já viveu da fabricação destes cobertores outrora muito populares. Fundada em 1966, a Fábrica de Cobertores de José Freire é hoje a última no país a produzi-los. Sazonalmente, no Verão, a lã churra, grossa e comprida de ovelhas locais, é fiada e tecida num velho tear inteiramente manual. Vai ao pisão para lavar e feltrar, depois à máquina de cardar, que lhe puxa o pelo, sendo por fim esticadas para secarem ao sol. Só assim se obtém o verdadeiro cobertor de papa, consistente e muito quente, seja de cor lisa ou padrão colorido, com o seu característico pêlo comprido.

http://loja.avidaportuguesa.com/…/cobertor-de-papa-branco-c…

 
Foto de A Vida Portuguesa.

Bienal de Artes de Coruche - 2015

As instalações artísticas, em estruturas metálicas de grande dimensão (tipo outdoor), têm por base o património local, cultural e natural, passando pela história, arquitetura, etnografia, biodiversidade, entre outros, "numa mensagem de valorização e divulgação do território", sublinha a Câmara Municipal de Coruche, que promove a iniciativa através do Museu Municipal.

"Aos artistas foi lançado o desafio de criarem uma estrutura com seis metros de largura e três metros de altura, com um tema que deverá ir ao encontro das mais-valias do concelho, sejam elas históricas, naturais ou patrimoniais", disse à Lusa a responsável pelo gabinete de comunicação do município.

O júri constituído por um elemento do executivo municipal, pela coordenadora da licenciatura de Artes Visuais e Tecnologias da Escola Superior de Educação de Lisboa e pela técnica superior do Museu Municipal de Coruche, mestre em Design e Cultura Visual, vai selecionar os projetos que estarão a concurso (num máximo de dez), sendo que o prémio "Distinção Bienal de Coruche -- Percursos com Arte", para o melhor trabalho, tem o valor pecuniário de 4.000 euros.

A Bienal de Coruche surgiu em 2003, tendo na edição de 2013 evoluído para o formato de arte urbana, com as obras a concurso a serem exibidas num percurso do centro histórico.

Tal como na última edição, também este ano o município decidiu aliar ao concurso (que tem um âmbito nacional) uma iniciativa que está a mobilizar a população do concelho.

Designada "Envolvências Locais", a iniciativa -- uma intervenção artística em malha na Praça da Liberdade - envolve neste momento um milhar de pessoas e duas dezenas de instituições do concelho, tendo sido já utilizados 900 novelos e 171 mil metros de fio nos trabalhos que têm vindo a ser realizados por pessoas dos 3 aos 89 anos, disse Ana Marques à Lusa.

A intervenção, com o título "Vestida de Lobeira", tem por tema a tradicional manta lobeira e o desafio é aliar a identidade local à inovação, adiantou.

O evento será acompanhado de uma exposição de fotografia de 20 fotógrafos locais, amadores e profissionais, sob o tema genérico "Coruche", que estará patente no mesmo percurso definido para o concurso, no centro histórico da vila.

Do programa farão parte também um espaço expositivo com o nome "Espaço Malhas", de enquadramento sobre a história dos lanifícios e os processos de produção, que incluirá sessões com artesãs da região a trabalhar ao vivo e colóquios sobre esta temática, bem como espetáculos na abertura e no encerramento da Bienal.

Vender artesanato ou produtos agrícolas sem licença vai dar multa que pode chegar aos 25.000 euros

 

Vender artesanato ou produtos agrícolas sem licença vai dar multa que pode chegar aos 25.000 euros

A legislação que regula os mercados locais de produtores foi hoje publicada. As multas serão aplicadas pelo presidente da câmara municipal local.

Vender artesanato ou produtos agrícolas num mercado local sem licença ou registo vai dar direito a uma multa que pode variar entre 500 e 25.000 euros, segundo a legislação que regula os mercados locais de produtores.

O decreto-lei hoje publicado em Diário da República contém novas regras para a instalação de mercados de proximidade, estabelece quem pode participar nos mesmos e define coimas para os infratores, que serão aplicadas pelo presidente da câmara municipal local.

Além de os produtores cuja atividade agrícola, pecuária, agroalimentar ou artesanal não esteja "devidamente licenciada ou registada, de acordo com a legislação aplicável", ficarem sujeitos a multas, passa igualmente a ser considerada uma contraordenação a instalação de um mercado local de produtores, por entidades privadas, sem comunicação prévia ao Balcão do Empreendedor.

O valor destas coimas varia entre 500 e 3.700 euros para as pessoas singulares e 2.500 e 25.000 euros no caso das coletivas, podendo ser também aplicadas sanções acessórias como a apreensão de bens ou a interdição de participar no mercado por um período máximo de dois anos.

Também a venda de produtos agrícolas que não sejam provenientes da própria exploração ou da produção local e a venda de produtos transformados que usem matérias-primas que não sejam produzidas localmente será sujeita a coimas, que podem ir dos 250 a 3.700 euros para pessoas singulares ou 1.000 a 25.000 euros para as coletivas.

Depois do cante alentejano e do fado, a candidatura do azulejo português é a próxima a tentar conquistar a UNESCO.

O governo vai lançar a candidatura do azulejo português a património da Humanidade, da UNESCO.

O anúncio foi feito, ontem, pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, no Museu Nacional do Azulejo e a candidatura será preparada pela Direcção-Geral do Património Cultural, em parceria com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e a Comissão Nacional da UNESCO/Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Com origem no século XVI e nos azulejos hispano-mouriscos da Andaluzia, o azulejo português passou, com o tempo, a ter uma utilização e estética própria, tendo sido criados vários padrões e estéticas que o passaram a distinguir dos restantes.

A sua utilização também foi variando. Se no século XVIII era aplicado, sobretudo, no interior de edifícios históricos, no século XIX passou a estar nas fachadas. Já no século XX serviu a arte urbana, decorando estações e terminais de transportes públicos, entre outras estruturas.

Nos últimos anos, tem vindo a ganhar destaque a nível internacional e serve de inspiração a costureiros ou designers.

XXXIII Edição do Copncurso de Tronos de Stº António da AARL

Edição de 2015 do Concurso de Tronos de Stº António está já em andamento. à imagem do ano passado, haverá uma exposição da obras a concurso no Atrium Saldanha em Lisboa entre 2 e 24 de Junho de 2015. mais uma vez esta iniciativa conta com o a parceria da EGEAC e faz parte do programa das Festas de Lisboa 2015.

A data limite para entrega de peças na sede da AARL é o dia 25 de Maio de 2015.

Boa Noticia!

O secretário de Estado do Emprego, Octávio de Oliveira, revelou, esta sexta-feira, no auditório do Centro de Formação Profissional do Artesanato (CEARTE), em Coimbra, que o governo está a desenvolver um diploma de incentivo à formação e empreendedorismo no artesanato, artes e ofícios.

O diploma , que vai estar «finalizado em maio», deve incentivar a formação e criação de «microempresas» e postos de trabalho no setor do artesanato. Segundo a lusa, vai ser igualmente apresentado outro diploma relativo à certificação do artesanato para «valorizar» e dar «maior identidade e fiabilidade» aos produtos.

Octávio de Oliveira destacou a aposta do Governo no «empreendedorismo da necessidade», quando as pessoas, «esgotadas as suas oportunidades e o seu posto de trabalho, encontram no pequeno negócio a solução de emprego», e no «empreendedorismo de oportunidade», quando os cidadãos «por gosto, decidem investir na sua área».

As declarações do secretário de Estado do Emprego foram feitas na sessão de encerramento da apresentação do CEARTEaidlabs, um serviço de apoio à microempresa e ao setor do artesanato.

«O Governo considera que este [o artesanato] é um setor muito importante para a criação de emprego, para a economia, para a cultura e para o património», sublinhou.

Durante a sessão, o secretário de Estado realçou também a descida da taxa de desemprego de 17,5% em janeiro de 2013 para 13%.

Uma análise do Centro de Estudos Sociais (CES) revelou, na quinta-feira, que o mercado de trabalho em Portugal se encontra numa «situação depressiva» e a descida gradual dos números do desemprego, a partir de 2013, tem sido contrariada pelo número de desempregados que não é contabilizado pelas estatísticas.

De acordo com a análise feita pelo CES da Universidade de Coimbra, considerando as diversas formas de desemprego, o subemprego e estimativas sobre a situação laboral dos novos emigrantes, a taxa real de desemprego poderia situar-se, no segundo semestre de 2014, em 29% da população ativa, caso os trabalhadores emigrados tivessem ficado no país.

Confrontado com o estudo, o secretário de Estado confessou que o crescimento económico «ainda não é suficientemente robusto».

 

WORKSHOP

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WORKSHOP
BORDADO DE ARRAIOLOS
23 e 30 de Maio e 6 e 13 de Junho (4 Sábados)
Das 14 às 18h

...

Destinado a quem se quer iniciar no bordado de Arraiolos, emblemática produção tradicional portuguesa, cujo fabrico esteve (e ainda está) associado à cidade de Vila Nova de Gaia, mediante acompanhamento individualizado de orientadora e presença de bordadeira. Será fornecido todo o material necessário à frequência do workshop.

Local de realização:
Associação Portugal à mão – Centro de Estudos e Promoção das Artes e Ofícios Portugueses
Calçada da Serra, 24 – Vila Nova de Gaia
(junto à saída do tabuleiro inferior da Ponte D. Luís)

Preço e condições:
- 100€ com os materiais incluídos (50% pago no ato da inscrição)
- Inscrição por email para portugalamao@gmail.com com cópia de transferência bancária para o NIB 0079 0000 4825 8652 10107
- Limitação das inscrições a 10 participantes.
(recomenda-se trazer kit de costura pessoal)

Conteúdos programáticos:
Dia 1
Enquadramento histórico e territorial da produção artesanal.
Arraiolos em Gaia: tradição relevante.
Introdução à técnica do ponto de Arraiolos.
Dia 2
Técnica do bordado de Arraiolos.
Execução: contornos, enchimento e acabamentos.
Dias 3 e 4
Execução de peça individual aplicando os conhecimentos adquiridos, com acompanhamento técnico da formadora e bordadeira.

Formadora:
Dorinda Monteiro da Costa, Tapetes Arraiolos “AIDA”, empresa familiar sediada na Granja desde 1950, na 3ª geração dedicada à manufatura destes tapetes, preservando o seu cariz português e inovando na estética das inspirações mais atuais.

 

Sessão de apresentação do CEARTEAIDLabs

Sessão de apresentação do CEARTEAIDLabs
  27-03-2015
   
  Vai ter lugar no dia 27 de Março, na sede do CEARTE em Coimbra, a sessão de apresentação do CEARTEAIDLabs – Serviço de apoio, inovação e desenvolvimento à microempresa e ao setor do artesanato.

O CEARTEaidlabs tem por missão:

- prestar aconselhamento, orientação e consultoria à medida para a criação de pequenos negócios;
- orientar na conceção e desenvolvimento de novos produtos e na inovação, apoiada nas tendências atuais ancoradas na identidade cultural portuguesa;
- apoiar a experimentação e o desenvolvimento de novos produtos, através da tecnologia de impressão e manufatura 3D;
- prestar apoio técnico ao artesão e à microempresa, nas áreas tecnológicas, da produção, da organização, da gestão, das Tic`s, da imagem e comunicação, da promoção, entre outras.

Este serviço, foi criado com o objetivo de reforçar a afirmação do artesanato e pequenos negócios na promoção do emprego, apoiando o emprego por conta própria e o empreendedorismo e reforçar a sustentabilidade do emprego no setor, aumentando a qualidade, a inovação, melhorando a organização e qualificação da produção, as estratégias de comercialização e a competitividade nas microempresas.

Integrado no evento estará também a inauguração de uma exposição de Coordenados desenvolvidos pelos cursos de Design de Moda e Modelista de Vestuário do CEARTE que obtiveram o 1º e 3º prémio e o prémio patrocinador, no recente Concurso de Moda Internacional “Namorar Portugal”.

Este evento integra-se na Comemoração dos Dias Europeus do Artesanato 2015 – uma iniciativa europeia que visa a promoção e o desenvolvimento do artesanato na Europa, coordenada pelo Institut National des Métiers d’Art de França, que este ano tem por tema a Inovação no Setor das Artes e Ofícios.

A participação na sessão é gratuita, carecendo contudo de inscrição até ao dia 24 de Março, que pode ser feita em www.cearte.pt
 

Seminário "Arte Urbana"

ESTRATÉGIA DA CÂMARA PARA O GRAFFITI E STREET ART

Fevereiro 06, 2015
  • Seminário: Arte Urbana - perspetivas de análise e estratégia de atuação

A História do graffiti em Lisboa, desde os anos 70, em que começou por ser "perseguido", até à atualidade, com o seu "lugar na cultura juvenil em meio urbano", é tema do seminário "Arte Urbana - perspetivas de análise e estratégia de atuação", organizado pela Câmara Municipal de Lisboa e Rede Luso-Brasileira de Pesquisa em Artes e Intervenções Urbanas.

A decorrer entre 5 e 7 de fevereiro, no auditório dos Serviços Sociais do município, o encontro pretende dar a conhecer o trabalho, que vem sendo desenvolvido pela Galeria de Arte Urbana da Câmara Municipal de Lisboa (GAU) - criado em 2009 -, "quer aos municípios vizinhos quer às juntas de freguesia da cidade", revelou Sílvia Câmara, coordenadora da GAU, de forma a "corresponder ao interesse de outros municípios sobre o nosso trabalho".

A origem do graffiti, termo de origem italiana que significa "marca ou inscrição feita numa parede", remonta ao século II, com as inscrições presentes nas catacumbas de Roma ou Pompeia, adiantou Ricardo Campos, investigador do CEMRI, numa abordagem ao contexto histórico e social da Arte Urbana.

Em Lisboa, e nos grandes centros urbanos, o graffiti tem talvez a sua origem no "muralismo político" do pós 25 de abril, considerou o coordenador da "Rede Luso-Brasileira de pesquisa em artes e intervenções urbanas".

O seminário, que inclui um módulo de fotografia, para "perpetuar as obras" de arte urbana - "intrinsecamente efémera" - vai terminar no sábado de manhã, com uma "Visita de Arte Urbana" que, partindo do Marquês de Pombal, vai percorrer a cidade, numa visita guiada e acompanhada "na medida do possível por convidados relacionados com os projetos".

 

 

 

In "Café Portugal" Fundão - Madalena, a bordadeira que não deixa morrer o bordado de Castelo Branco

 

Fundão - Madalena, a bordadeira que não deixa morrer o bordado de Castelo Branco

O bordado de Castelo Branco, cujos primeiros exemplares remontam ao século XVI, corre o risco de desaparecer. Uma realidade que angustia Madalena Novo, bordadeira que mantém viva esta arte. Com o linho e seda, Madalena cria painéis de parede, toalhas de mesa e marcadores de livros. Os motivos nascem na natureza rica da Beira Baixa.

Ana Clara | terça-feira, 6 de Agosto de 2013

 

Madalena Novo, 65 anos, nasceu no Fundão. Da sua terra nunca saiu, porque, como diz, «é nas origens que se sente feliz». Uma felicidade estampada no rosto quando o tema de conversa é o bordado de Castelo Branco. Uma arte que Madalena aprendeu ainda em menina, com 12 anos.

Considerado uma «preciosidade da Beira Baixa», como realça, o bordado de Castelo Branco distingue-se de todos os outros, «por ser único e trabalhado em seda natural». A componente da seda, tal como o linho, está intimamente ligada à região, já que desde o século XVI e seguintes, fruto das condições óptimas, a amoreira florescia por esta zona, permitindo a criação de bicho-da-seda. 

As populações dessa época souberam então aproveitar os recursos existentes», recorda, acrescentando que «conhece melhor que ninguém» a história deste bordado que a acompanha há mais de cinco décadas. 

Madalena Novo explica, por isso, que os motivos das peças que confecciona são sempre os mesmos «e ligados à história» da Beira Baixa e do bordado: pássaros, flores, árvores, campos e rios. «Tudo elementos que nos caracterizam», reforça.

É no Fundão que, desde há dez anos (depois da reforma), Madalena tem uma loja. Um espaço onde vende as suas peças. A partir daqui, a bordadeira envia os seus trabalhos para outras lojas, um pouco por todo o país. Uma arte que aprendeu também em Castelo Branco com outras bordadeiras locais. 

Madalena teme apenas que «esta arte morra» porque, garante, «os mais novos não se interessam por manter a tradição». Os preços também não ajudam a fomentar o negócio, já que, como reconhece, «são muito elevados. O linho e a seda são produtos caros, e estes bordados são adquiridos por uma classe média/alta, com capacidade económica. Com a crise que todos vivemos, sente-se muito também as quebras nas vendas», lamenta Madalena. 

A nossa interlocutora, que se assume como «proactiva», não baixa os braços. Para combater as dificuldades, lançou recentemente um novo produto que alia o bordado a outras peças, nomeadamente de decoração e até mesmo utilitárias. 

«Decidi fazer bonecos que representam os pastores da serra da Estrela, marcadores de livros e saquinhos de cheiros, com alguns acabamentos em linho e em seda, tal como faço nos bordados», informa, acrescentando que «até ao momento estão a ser um sucesso». 

Dado o Bordado de Castelo Branco «ser um produto reconhecido a nível nacional» é normal existirem artesãs «a produzir o referido bordado» noutras regiões do país, saliente Joaquim Morão, presidente da Câmara albicastrense. 

O edil garante que o bordado de Castelo Branco não se encontra em vias de extinção já que «ele foi revitalizado com a criação da Associação dos Bordados de Castelo Branco, numa iniciativa tripartida (Câmara Municipal de Castelo Branco, Instituto Politécnico de Castelo Branco e Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro-Sul - ADRACES)».

E conclui dizendo que o município tem promovido este bordado através do apoio à Associação, eventos nacionais de artesanato e produtos regionais, bem como com a publicação do livro da autoria de Margarida Ivo Rosa, «O Bordado de Castelo Branco».

Recorde-se que a origem do bordado albicastrense remonta ao século XVI, designados também à época por «bordados a frouxo», por se caracterizarem por um desenho muito próprio, identificável quer pelos motivos que utilizam quer pela forma de os desenhar.

Um bordado comum na região da Beira Baixa, mas que pode também ser encontrado em todo o território nacional e até na Estremadura espanhola.

MINIATURISMO E CASAS DE BONECAS DE LISBOA

"A primeira Grande feira de MINIATURISMO E CASAS DE BONECAS DE LISBOA está já na sua fase final de preparação. O calendário vai continuar a diminuir até ao dia 18 de Abril, altura em que o Hotel Roma vai abrir portas para todos(as) os apreciadores daquelas coisas pequenas, que grandes artesãos e artistas fazem com muita paciência e carinho. Esta iniciativa vai reunir vários especialistas de todo a Europa e promete ser digna de ser observada... à lupa.
Vários associados da AARL, novatos na expressão "lilliputeniense" estão a preparar para apresentarem, em exclusivo, as suas pequenas aportações. Se pretenderem saber mais... contactem por favor a AARL."

 

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"XVI Concurso de Artesanía “Gobierno de Extremadura”

 
   
   
  Candidaturas até 28 de Fevereiro 2015

Tal como aconteceu na anterior edição, o XVI Concurso de Artesanía “Gobierno de Extremadura” integra a modalidade “Prémio Ibérico de Artesanato Criativo”, dotada com 5.000 €, tendo por objetivo distinguir as obras caracterizadas pelo seu alto valor criativo e espírito inovador na ótica funcional e formal.

Poderão participar nesta modalidade os artesãos/empresas artesanais, de Espanha e Portugal, inscritos nos correspondentes Registos de Artesãos e Empresas Artesanais de carácter oficial (no caso português, os artesãos ou unidades produtivas artesanais portadores da respetiva carta emitida pelo IEFP e que integram, por essa via, o Registo Nacional do Artesanato), que apresentem trabalhos próprios e originais.

O concurso não inclui a confeção artesanal de bens alimentares, a qual não integra o repertório de atividades artesanais na Região da Extremadura.

Recomenda-se a leitura atenta do regulamento e respetivos anexos, para completa informação sobre as regras e funcionamento do concurso.

Convocatória / regulamento do concurso e fichas de candidatura no link abaixo.

Para quaisquer informações ou esclarecimentos complementares, os interessados deverão contactar diretamente o Secretariado do XVI Concurso de Artesanía "Gobierno de Extremadura":
Telef. 0034927005677 ou 00924005785
Emails: artesania@gobex.es / juanpedro.curiel@gobex.es / nuria.scasso@gobex.es

Candidaturas a enviar antes de 28 de Fevereiro de 2015, por correio, para:

Secretaría del XVI Concurso de Artesanía “Gobierno de Extremadura”
Secretaría General de Competividad, Comercio e Innovación
Consejería de Economía, Competividad e Innovación
Paseo de Roma s/n
06800 Mérida
ESPAÑA

Excelente Surpresa...

ALEGRIA! Foi com imensa alegria que recebi o post da Oração S. Torcato: "Paulo, depois da aula do dia de reis, onde esteve presente o presépio da sua autoria, veja o que um dos meninos me desenhou a propósito da estória do 4º rei mago, Artaban. Espero que goste pois para mim foi uma belíssima surpresa." Muito obrigado Oração S. Torcato, por favor transmita ao menino que em breve terá um "Lovely Family".

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Exposição dos "Lovely Family - presépios" - loja MDesign - Coruche

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 Composição executada com resíduos de palmeira - marcou a entrada de acesso à loja

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Cavalete com memória descritiva do projeto "Lovely Family - presépios"

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A proprietária da loja MDesign e eu

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A montra "Lovely Family - presépios"

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Detalhe da montra

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Detalhe da montra

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Os "Lovely Family - presépios" povoaram a MDesign

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Os "Lovely Family - presépios" povoaram a MDesign

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Os "Lovely Family - presépios" povoaram a MDesign

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 Os "Lovely Family - presépios" povoaram a MDesign

 

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Os "Lovely Family - presépios" povoaram a MDesign